O consórcio responsável por gerenciar o estádio do Pacaembu apresentou como uma das justificativas para o pedido feito em agosto de 2021 à Prefeitura de São

Redação Publicado em 14/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 08h26
O consórcio responsável por gerenciar o estádio do Pacaembu apresentou como uma das justificativas para o pedido feito em agosto de 2021 à Prefeitura de São Paulo de redução em 71% do valor a ser pago, além da incorporação da Praça Charles Miller e do prolongamento do contrato de concessão por 15 anos, um erro na medição do terreno registrado nos documentos de licitação.
Os outros dois motivos que levaram ao pedido de reequilíbrio econômico-financeiro feito pela empresa, segundo o diretor estatuário do consórcio Allegra Pacaembu, Rafael Carvalho, citou em reunião na Câmara Municipal de São Paulo com a Comissão de Política Urbana nesta quarta-feira (13) são
A Allegra assumiu a concessão do Pacaembu em janeiro de 2020.
De acordo com o representante do consórcio, a área do Complexo do Pacaembu que constava na matrícula do terreno era de 75 mil m², valor que também estava descrito nos documentos de licitação do espaço. Porém, um levantamento feito pela Allegra apontou que a área concedida, na realidade, é de 9 mil m² menor do que a informada.
“A partir do momento em que nós fomos autorizados a entrar no complexo e fazer o levantamento georreferenciado, a gente percebeu que o complexo intramuros, que é o que está concedido, tem, na verdade, 66 mil m²”, disse Carvalho. “Então, o que a gente tem, na realidade, é um potencial construtivo dentro do complexo muito menor.”
O diretor afirmou que, durante o processo licitatório, o consórcio chegou a “fazer um questionamento específico” com relação ao tema, baseado na comparação entre as medidas que estavam no projeto referencial e um levantamento de área feito por imagens satélites do Google Earth, mas não mencionou no quê resultou isso, apenas que, depois do processo de concessão, a Comissão Especial de Licitação da Prefeitura de São Paulo teria confirmado o erro na medição inicial.

Tela apresentada por diretor da Allegra Pacaembu em reunião da Comissão de Política Urbana — Foto: Reprodução/Câmara Municipal de SP
“A gente estava falando de um prédio que existia no estudo arquitetônico referencial que possuía 18 mil m² de área bruta locável, e quando o prédio foi efetivamente implantado no terreno, a gente chegou no número [área] de 8 mil [m²]”, afirmou o diretor do consórcio. “Quando a gente se deparou com a confirmação do erro e essa diferença importante de área, a gente pediu uma prorrogação de prazo para revisar todo o plano de negócio e convencer os nossos financiadores que, apesar do equívoco, o projeto continuava viável.”
Questionada pelo g1 sobre o erro na medição da área concedida, a Prefeitura de São Paulo não confirmou nem negou o fato. Em nota, disse que “o pleito em questão já foi negado, de acordo com os pareceres da Procuradoria Geral do Município e da São Paulo Parcerias. Na licitação, foram utilizados documentos públicos e atribuída como obrigação dos licitantes a visita à área e a realização de levantamentos próprios”.
Sobre a solicitação de redução de 71% no valor da outorga feita em agosto de 2021, o representante da Allegra afirmou que houve um erro interno na elaboração da planilha. Segundo ele, a receita da lanchonete do Pacaembu presente no material estava classificada como mensal, quando, na realidade, seria anual. O erro só teria sido percebido após a análise feita pela prefeitura, que negou o pedido.
Em 1º de outubro, uma segunda versão da solicitação foi enviada pelo consórcio. Desta vez, com pedido de redução de 54% do valor da outorga. Além disso, a cessão da Praça Charles Miller, o aumento no tempo de concessão e a prorrogação de prazo para conclusão do plano de intervenção foram novamente requisitados.
A prefeitura diz que este segundo pedido está em análise.
De acordo com Rafael Carvalho, a Prefeitura de São Paulo teria descumprido o prazo de emissão do alvará, com um atraso de 128 dias. À Comissão de Política Urbana, ele disse que a postergação das datas de conclusão do plano de intervenção seria suficiente para neutralizar o impacto financeiro que a demora no processo teria causado.
Procurada pelo g1, a gestão municipal afirmou que recebeu o primeiro pedido de alvará em 25 de agosto de 2020 e que, desde então, foram feitos alguns pedidos de ajustes no projeto ao consórcio, que chegou a demorar três meses para responder à requisição da prefeitura.
Na reunião, o diretor apresentou também um projeto do que a Allegra pretende fazer na praça: inclusão de quiosques, quadras poliesportivas e pista de skate, que seriam construídas em parte de onde, hoje, fica o estacionamento.
Sobre a concessão da praça à empresa, a prefeitura disse à TV Globo que ainda não foi tomada uma decisão.
.
.
.
.
.
.
G1
Leia também

PM faz operação para encontrar empresário desaparecido em Carapicuíba

Preso, “Batman” capixaba tira o sono de autoridades e políticos

Pai do filho de Karina Kufa se manifesta após Justiça determinar mudança provisória da guarda da criança

VÍDEO: empresário acusado de matar gari critica tratamento em prisão

Empresário que havia desaparecido em SP é encontrado no Paraná e passa a ser investigado por suspeita de estelionato

Inglaterra vence França por 6 a 4 e faz jogo com mais gols na história das disputas de terceiro lugar

Ataque do Irã a base dos EUA na Jordânia mata dois militares americanos

Justiça decreta prisão de argentino investigado por injúria racial em Morro de São Paulo

PM faz operação para encontrar empresário desaparecido em Carapicuíba

Corpo de homem de 28 anos é encontrado no Parque Augusta, em SP