Os contratos futuros do petróleo avançavam para nova máxima de quatro anos nesta terça-feira (25), impulsionados pelas iminentes sanções dos Estados Unidos às

Redação Publicado em 25/09/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h11
Os contratos futuros do petróleo avançavam para nova máxima de quatro anos nesta terça-feira (25), impulsionados pelas iminentes sanções dos Estados Unidos às exportações de petróleo iraniano e pela aparente relutância da Opep e da Rússia em elevar a produção para compensar o potencial impacto sobre a oferta global.
O petróleo Brent subia 0,71 dólar, ou 0,87%, a US$ 81,91 por barril, às 9h10 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,36 dólar, ou 0,5%, a US$ 72,44 por barril.
Mais cedo, o Brent chegou a tocar máxima de US$ 82, maior preço desde novembro de 2014. Na véspera, fechou a US$ 81,20.
O preço do petróleo está a caminho de seu quinto trimestre consecutivo de alta, o mais longo período de ganhos desde o início de 2007.
Apesar da elevação, o preço do barril do Brent ainda está longe de sua máxima histórica. Em julho de 2008, o barril chegou a ser negociado a US$ 145,61.

Preço do barril de petróleo tipo Brent — Foto: Karina Almeida/G1
Os Estados Unidos miram as exportações de petróleo do Irã com sanções válidas a partir de 4 de novembro, e Washington tem pressionado os governos e empresas de todo o mundo a se alinharem e cortarem suas compras.
“O Irã perderá volumes de exportação consideráveis e, devido à relutância da Opep e aliados em aumentar a produção, o mercado está mal preparado para preencher a lacuna de oferta”, disse Harry Tchilinguirian, diretor global de estratégia de mercados de commodities do banco francês BNP Paribas nesta terça-feira.
Mohammad Barkindo, secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse em Madri nesta terça-feira que é importante para a Opep e seus parceiros, incluindo a Rússia, cooperar para garantir que eles não “caiam de uma crise para outra”.
A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) prevê um forte crescimento de 1,4 milhão de barris por dia (bpd) na demanda por petróleo este ano e de 1,5 milhão de bpd em 2019.
A entidade disse em seu relatório mais recente que o mercado está se apertando.
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