Um aluno da graduação em Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), na capital paulista, causou indignação aos colegas do 10º semestre do curso ao

Redação Publicado em 16/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 16h05
Um aluno da graduação em Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), na capital paulista, causou indignação aos colegas do 10º semestre do curso ao acessar uma aula remota utilizando na foto de perfil a imagem de uma suástica nazista formada por seringas.
O ocorrido teria acontecido na noite da última quarta-feira (15), durante a aula de Laboratório de Direito Público, ministrada pelo professor e advogado Hélcio de Abreu Dallari Júnior.
Segundo o aluno, identificado apenas como Rafael, a imagem seria uma forma de protesto. “Nós, servidores públicos, fomos obrigados a tomar vacina nesta semana”, afirmou. O discente disse, ainda, que estaria sendo vítima de nazismo.
Uma pessoa não identificada gravou parte da aula em que o sujeito interage com o professor e outros estudantes.
— Eu sou aluno, professor, escreveu o indivíduo, identificado apenas como Rafael, no chat do aplicativo de videochamadas.
— Tem um problema aqui relacionado à imagem que você está usando, que é a imagem da suástica, apontou Dallari.
— Suástica de seringas, especificou o estudante.
— Mas o símbolo da suástica não é um símbolo aceitável. Então, seria melhor você alterar isso aí, reiterou o professor.
— Nós, servidores públicos, fomos obrigados a tomar vacina nesta semana, explicou Rafael.
O professor, então, solicitou mais uma vez para que o aluno removesse a imagem da foto de perfil. “Altera essa imagem para não trazer problema para ninguém”, disse.
Um outro aluno, também não identificado, questionou a atitude do colega. “Estou sendo vítima do nazismo neste exato momento. Esse é o meu protesto, se você não entendeu”, contestou Rafael.
Em nota, a Universidade Presbiteriana Mackenzie declarou que repudia fortemente toda atitude de discriminação, bem como não tolera protestos que ofendam pessoas ou grupos sociais, sob quaisquer circunstâncias.
A universidade informou que abriu um processo disciplinar de apuração do caso “de maneira completa e exemplar, garantindo também o amplo direito de defesa. A partir dos resultados da averiguação, decidiremos as atitudes cabíveis, de acordo com o Código de Ética e regulamentos da Universidade”.
“Há 150 anos, o Mackenzie tem se identificado diante da população brasileira como instituição confessional cristã reformada, que defende o respeito entre todos os cidadãos, sem qualquer distinção, lutando pela convivência harmoniosa na sociedade, baseada na verdade, na justiça e no amor ao próximo”, completou.
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G1
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