Saiba como um antigo ritual pagão se transformou em uma das festas mais populares do mundo

William Oliveira Publicado em 31/10/2025, às 10h33
O Halloween, amplamente celebrado nos Estados Unidos no dia 31 de outubro, tem raízes que remontam a antigas tradições pagãs. O nome é uma versão abreviada da expressão inglesa "All Hallows' Eve", que significa “Véspera de Todos os Santos”.
A origem do feriado está ligada ao festival celta de Samhain, realizado há mais de dois mil anos nas regiões que hoje correspondem ao Reino Unido, Irlanda e parte do noroeste da França. O termo Samhain, que significa “fim do verão”, simbolizava a transição para o inverno e, segundo a crença celta, um período em que os espíritos dos mortos podiam retornar ao mundo dos vivos.
Entretanto, no século XIX, imigrantes irlandeses e escoceses levaram essas tradições para a América do Norte, onde ganharam novos elementos culturais. Influências de imigrantes haitianos e africanos incorporaram crenças sobre gatos pretos, fogueiras e bruxaria, transformando o Halloween em um evento multifacetado.
No Brasil, o Halloween vem se tornando cada vez mais popular, especialmente entre crianças e jovens nas grandes cidades. Festas à fantasia, decorações temáticas e a tradicional brincadeira de “doces ou travessuras” já marcam presença em escolas, shoppings e bairros residenciais. Além do aspecto lúdico, a celebração também movimenta o comércio de doces, fantasias e itens decorativos.
O aspecto mais tradicional do Halloween é a prática de “doces ou travessuras”, que tem origem nas antigas cerimônias de souling. Na época, pessoas percorriam casas em busca de pequenas ofertas, como os chamados “bolos da alma”, em troca de orações pelos mortos. Adultos também participavam, pedindo comida ou bebida e oferecendo pequenas apresentações musicais ou dançantes como retribuição.
Com o passar dos séculos, o costume se transformou: crianças e adultos passaram a ir de porta em porta, pedindo guloseimas enquanto se fantasiavam, incorporando diversão e entretenimento. Essa tradição evoluiu para o “trick-or-treat” moderno, que mantém viva a ideia de partilha e celebração, combinando história, lenda e brincadeira.
Entre os símbolos mais reconhecidos do Halloween estão as Jack-o’-lanterns, lanternas feitas a partir de abóboras esculpidas. Elas não apenas decoram casas e ruas, mas também carregam séculos de tradição e lendas que conectam o feriado às suas origens celtas.
A prática surgiu na Irlanda e na Escócia, onde inicialmente eram usadas beterrabas ou nabos para esculpir rostos e iluminar caminhos. Segundo a lenda irlandesa, um homem chamado Jack, por suas ações durante a vida, ficou condenado a vagar pela Terra com apenas um carvão do inferno para iluminar seu caminho. Outra interpretação associa o nome ao vigia noturno, responsável por acender lanternas nas ruas à noite, reforçando a função protetora dessas luzes contra os espíritos.
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