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Velório de Juliana Marins, brasileira morta na Indonésia, será aberto ao público

Cerimônia de despedida acontece em Niterói nesta sexta-feira (4), enquanto autoridades brasileiras investigam as circunstâncias da morte da publicitária durante trilha em um vulcão

Juliana Marins era conhecida por sua paixão por viagens e espírito aventureiro - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Juliana Marins era conhecida por sua paixão por viagens e espírito aventureiro - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 02/07/2025, às 17h49


O velório da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, deve acontecer nesta sexta-feira (4), no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ), cidade natal da jovem. Ela morreu no fim de junho após sofrer um acidente durante uma trilha no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia. A cerimônia será aberta ao público das 10h às 12h e, em seguida, restrita a familiares e amigos das 12h30 às 15h.

Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Juliana fazia um mochilão na Ásia desde fevereiro e havia passado pelas Filipinas, Vietnã e Tailândia, compartilhando registros da viagem nas redes sociais.

O corpo da jovem foi encontrado no dia 24 de junho, quatro dias depois da queda durante a trilha no vulcão, e a causa da morte ainda levanta questionamentos por parte da família. 

Autoridades brasileiras o caso

O corpo de Juliana chegou ao Brasil uma semana após a confirmação da morte. O traslado foi feito em um voo comercial entre Bali e São Paulo, e a urna funerária foi transportada até o Rio de Janeiro por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Uma nova autópsia foi realizada na manhã da última quarta-feira (2) no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. O novo exame foi conduzido por dois peritos da Polícia Civil, com acompanhamento da Polícia Federal e de um representante da família. A necropsia foi autorizada pela Justiça Federal após um pedido da Defensoria Pública da União (DPU), que apontou falhas nos documentos emitidos pelas autoridades indonésias. Um laudo preliminar deve ser divulgado em até sete dias.

A primeira autópsia, feita em um hospital de Bali, indicou que Juliana morreu em decorrência de múltiplas fraturas e lesões internas, e que ela teria sobrevivido por cerca de 20 minutos após o trauma. A hipótese de hipotermia foi descartada. O laudo, no entanto, não especificou a data da morte nem esclareceu de forma conclusiva como os ferimentos foram causados.

Devido às inconsistências nos documentos oficiais, a Defensoria Pública da União (DPU) requereu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte da brasileira.

Com a investigação em andamento e a realização da nova autópsia, a família de Juliana Marins espera obter respostas claras sobre as circunstâncias que levaram à morte da jovem. Enquanto isso, a cerimônia de despedida em Niterói marca um momento de homenagem a Juliana e de adeus, em um caso que comoveu todo o país.


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