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Uma hora muda

Reflexões sobre como os medos impostos podem nos afastar de quem realmente somos e a importância de proteger nossa essência

Uma hora muda - Imagem: Reprodução
Uma hora muda - Imagem: Reprodução
Lorena Julião Barboza

por Lorena Julião Barboza

Publicado em 26/04/2026, às 10h23


Antes de qualquer coisa, eu quero te fazer uma pergunta, só para ter certeza de que você vai ler: a pessoa que você se tornou protegeria a criança que você era antes de esse mundo impor medos que você chama de limites?

Pode responder com sinceridade. Não sei você, mas eu muitas vezes me perdi em medos que não eram meus; eram reflexos das palavras de outras pessoas. A gente muda, e é certo mudar, mas querer ser quem não somos, ou nunca fomos, é mais errado do que imaginamos.

Nós somos assim por um propósito. Uma hora ele aparece. É como o oxigênio: não o vemos, mas sabemos que ele está lá, aqui ou em qualquer lugar em que possamos estar. Não sabemos, não vemos, não sentimos, mas, mesmo assim, temos certeza de sua existência e poder.

Às vezes, ouvimos frases que outras pessoas falam e criamos ambientes nas nossas cabeças que são os medos que chamamos de limites; as palavras dos outros que chamamos de inseguranças; a nossa versão, que não é nossa, mas dos outros, que chamamos de beleza. E assim vamos nos perdendo em mundos aos quais não pertencemos.

Viva antes que seja tarde demais. Sonhe e realize antes que não possamos mais ser independentes. Tente hoje, talvez erre amanhã e acerte depois. Antes que nossos cabelos fiquem brancos, nossa pele enrugada, antes que comecemos a andar em cadeiras de rodas, antes que nossa saúde dependa de remédios.

Somos jovens, podemos. Por isso que eu sempre falo: nós ainda podemos o que quisermos, só temos que acreditar um pouco mais em nós mesmos.


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