
Lele Abdala Publicado em 04/08/2025, às 08h59
Ainda pequenos, aprendemos a falar baixo para não incomodar, a sorrir quando queremos chorar, a esconder nossas opiniões para evitar rejeição. É quase um código invisível: “Seja amado, mesmo que precise se anular.”
E seguimos a vida assim: vivendo em função do olhar do outro.
Diariamente atendo pessoas com dores que a medicina chama de “emocionais”: fadiga crônica, ansiedade, crises de pânico, doenças autoimunes. E, quando cavamos fundo, a raiz é quase sempre a mesma: o medo de não ser amado por ser quem realmente é.
Sabe o que é mais assustador?
A maioria das pessoas não vive sua própria vida. Vive representando um personagem aprovado pela família, pelos colegas de trabalho ou pela sociedade. E o corpo, cedo ou tarde, cobra a fatura.
Carl Jung dizia: “Aquilo que você mais precisa estará no lugar onde você menos quer olhar.”
E a pergunta mais evitada do mundo é: “Quem sou eu sem precisar da aprovação de ninguém?”
Porque, quando você olha de verdade, descobre algo chocante: grande parte do que você chama de personalidade é, na verdade, sobrevivência.
Osho não suaviza: “A maior prisão é a opinião dos outros. Quando você está livre dela, a liberdade é total.”
Mas ser livre tem um preço: você pode perder pessoas quando começa a se encontrar.
E essa é a polêmica: prefere perder gente ou continuar se perdendo todos os dias?
Gary Douglas, criador do Access Consciousness, sugere uma pergunta poderosa:
“Se eu fosse eu mesmo aqui, o que eu escolheria?”
Pergunte isso antes de cada decisão. Perceba como seu corpo reage quando você responde. Muitas vezes, você vai descobrir que diz “sim” querendo dizer “não”, apenas para caber em lugares que já não têm a sua forma.
Afirmação de Louise Hay para hoje:
“Eu libero a necessidade de aprovação externa. Eu sou suficiente sendo quem sou.”
O maior ato de amor-próprio é desapontar quem criou uma expectativa sobre você que não corresponde à sua alma.
Pense nisso: quantas decisões você tem tomado só para manter um papel que os outros esperam? Quantas vezes você se elogiou por “aguentar firme”, quando, na verdade, estava apenas desistindo de si?
E se a verdadeira espiritualidade não fosse aceitar tudo, mas escolher com consciência?
E se a sua alma estivesse implorando por autenticidade, mesmo que isso custe algumas relações?
Agora é com você:
Escreva. Sinta. Responda.
Porque viver para agradar os outros custa caro. Custa você.
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Nos vemos na próxima coluna.
Com coragem e presença,
Lele Abdala
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