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Educação nas empresas como estratégia de NR-1

Educação nas empresas como estratégia de NR-1 - Imagem: Reprodução / Freepik
Educação nas empresas como estratégia de NR-1 - Imagem: Reprodução / Freepik
Zora Viana

por Zora Viana

Publicado em 13/02/2026, às 08h46


Existe uma hora em que o custo do improviso fica alto demais.

Nas empresas, esse momento chegou. E ele tem nome: adoecimento emocional em escala e exigências legais cada vez mais rigorosas.

Nos últimos anos, o Brasil assistiu a um fenômeno silencioso e crescente: o aumento dos afastamentos por transtornos psíquicos no trabalho. Segundo a OMS, o Brasil é o país mais ansioso do mundo e o segundo em casos de burnout.

Só em 2023, mais de 270 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais e comportamentais, segundo dados da Previdência Social.

E em paralelo, a NR-1 — norma regulamentadora que trata da capacitação, saúde e segurança no trabalho — passou a exigir programas formais de desenvolvimento para mitigação de riscos psicossociais.

A pergunta que se impõe é:

Como educar para proteger — e não apenas para treinar?

Foi exatamente essa reflexão que nos levou, na Faculdade FEX Educação, a desenvolver um modelo de universidades corporativas com impacto emocional e conformidade legal.

Dezenas de empresas em diversos segmentos como indústrias, hospitais e varejo já entenderam que:

  • capacitar é importante,
  • mas formar com método, personalização e propósito é o que sustenta a cultura, reduz riscos e retém talentos.

A nova função da educação nas empresas

Por muito tempo, desenvolvimento profissional era tratado como algo complementar. Curso online, palestra motivacional, treinamentos pontuais.

Hoje, esse modelo não apenas é insuficiente — como pode ser perigoso.

Empresas que não formam seus colaboradores com estrutura, clareza e acompanhamento contínuo correm riscos reais:

  • Jurídicos (não conformidade com a NR-1)
  • Operacionais (baixa performance e retrabalho)
  • Humanos (adoecimento, rotatividade, clima tóxico)

Em contrapartida, organizações que apostam em educação corporativa como sistema — e não como evento — estão colhendo outro cenário:

  • Menos afastamentos
  • Redução de turnover
  • Mais engajamento e pertencimento
  • Ambientes psicologicamente seguros
  • E claro: equipes mais preparadas e proativas diante de crises

Educação que forma, apoia e previne

Na FEX, estruturamos as universidades corporativas com três frentes que conversam diretamente com as necessidades da NR-1 e da saúde emocional no trabalho:

  1. Diagnóstico de competências e clima organizacional
  2. Formações certificadas com foco técnico e emocional
  3. Trilhas de desenvolvimento que incluem autocuidado, inteligência emocional e liderança saudável

Não é sobre colocar um módulo de saúde mental numa plataforma.

É sobre construir uma cultura que forma, acolhe e responsabiliza.

É transformar o ato de ensinar em gestão preventiva e estratégia de proteção organizacional.

A empresa que ensina, protege.

E a empresa que protege, cresce com mais consistência — e menos medo.

O futuro do RH é educador. E o da empresa, formador.

Essa é a virada de chave que já está acontecendo nas organizações mais conscientes.

  • Não basta mais ter psicólogo no e-mail.
  • É preciso ter formação com propósito, consistência e vínculo.

A educação corporativa de nova geração conecta tudo o que importa:

  1. Segurança emocional
  2. Conformidade com a NR-1
  3. Validade acadêmica
  4. Melhoria de performance
  5. Retenção e cultura viva

Essa é a jornada que temos implementado com empresas que não querem apenas cumprir exigência, mas formar gente com alma, base técnica e consciência de grupo.

E o melhor? É possível fazer isso com personalização, IA, reconhecimento acadêmico e baixo custo de implementação.

O que não é mais possível é fingir que “treinar” basta.

Se você quer proteger sua empresa, seus líderes e seus talentos, comece ensinando com intenção.

Vamos agir?


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