
Lele Abdala Publicado em 22/09/2025, às 09h56
Você já sentiu que algumas pessoas são quase cópias umas das outras? Mesmas frases, mesmas atitudes, mesmos gestos, como se estivessem no piloto automático? E se eu te dissesse que isso não é coincidência, é um fenômeno psíquico que podemos chamar de “clonagem umbralina”: padrões densos que se replicam no inconsciente coletivo.
Na tradição espiritual brasileira, o “umbral” é descrito como uma faixa vibratória densa, onde se acumulam formas-pensamento e consciências presas ao sofrimento. Mas, além da crença, existe uma leitura simbólica poderosa: o umbral é tudo aquilo que não queremos olhar em nós mesmos. É o porão psíquico. É a sombra coletiva. E nele vivem “clones” não no sentido literal, mas como cópias energéticas de padrões de medo, raiva, manipulação, inveja e culpa.
Carl Jung dizia: “Enquanto não tornarmos consciente o inconsciente, ele dirigirá a sua vida e você o chamará de destino.” Os clones umbralinos são exatamente isso: pensamentos, emoções e comportamentos repetidos sem consciência. Cada vez que você reage com ódio automático, cada vez que se vicia em julgamento, cada vez que escolhe a culpa ao invés da responsabilidade… um clone se fortalece.
Esses clones não estão “fora” de nós. Eles se alimentam das nossas repetições, das nossas crenças não questionadas, das nossas feridas não curadas.
É por isso que, muitas vezes, você se vê vivendo situações iguais com pessoas diferentes. Não é azar...é padrão replicado.
A polêmica é essa: talvez o umbral não seja um lugar, mas um estado de consciência.
E os clones umbralinos sejam arquétipos densos que se multiplicam quando não escolhemos pensar por nós mesmos. Essa visão retira o misticismo passivo e devolve a responsabilidade ativa: se você muda sua frequência, o clone perde força.
Como enfraquecer os clones umbralinos? Primeiro, reconhecendo-os. Observe padrões repetitivos de relacionamento, de autossabotagem, de vício em drama. Depois, interrompa o ciclo: respire antes de reagir, questione seus pensamentos automáticos, busque terapias ou práticas que limpem crenças antigas. Ao contrário do que muitos imaginam, não é luta contra “forças externas”.
É clareza interna.
🌿 Reflexão para hoje:
“Eu não sou meu padrão repetitivo. Eu posso escolher algo novo.”
💬 Agora é com você:
Quais clones umbralinos você tem alimentado sem perceber?
Quais padrões se repetem na sua vida como se fossem roteiros já escritos?
Escreva, reflita. Porque, quanto mais consciência, menos poder eles têm.
Nos vemos na próxima coluna.
Com verdade e lucidez,
Lele Abdala
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