
Rachel Sheherazade Publicado em 03/03/2026, às 09h44
Os Estados Unidos têm uma longa história de intervenções militares em países que não representam ameaça, com o Irã sendo o mais recente alvo, levantando questões sobre a verdadeira natureza de suas ações, que são frequentemente justificadas como libertadoras.
A invasão ao Irã é vista como uma estratégia para controlar rotas de petróleo e gás natural, visando também provocar um conflito com a China, que está se consolidando como uma potência econômica global.
Enquanto os EUA enfrentam um declínio moral e econômico, a China se destaca por sua crescente influência, especialmente no setor de terras raras, o que pode levar a novos conflitos geopolíticos, incluindo possíveis ameaças ao Brasil, segundo analistas.
Antes de mais nada, eu não defendo nenhuma teocracia. Governos não devem jamais ser conduzidos por líderes religiosos, sejam cristãos, judeus, muçulmanos, budistas.
Dito isso, vamos comentar sobre os ataques ao Irã.
Se a gente for contar a lista de países invadidos ou bombardeados pelos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra, são quase quarenta nações. Nenhuma delas possuía armamento nuclear. Nenhum país apresentava risco algum para os autointitulados “xerifes do planeta".
As últimas vítimas da sanha destruidora dos Estados Unidos foram a Palestina, a Venezuela e agora, novamente, o Irã. Groenlândia e Canadá seguem sob ameaça, assim como o resto do mundo, desprotegido por não ter armas nucleares para defender seus territórios do extermínio americano.
Para as invasões e bombardeios, a desculpa dos Estados Unidos é a mesma: ajudar a libertar o povo de governos autoritários.
O que é mais autoritário do que bombardear um território soberano, destruindo toda sua infraestrutura, estradas, portos, aeroportos, refinarias, museus, escolas, universidades e até hospitais?
O que é mais autoritário do que dizimar um país inteiro, deixando-o aos escombros, para recomeçar da poeira, do nada, do zero?
Em poucos segundos, os Estados Unidos destruíram séculos de investimentos.
Isso é democracia? Ou a lei do mais forte se impondo acima, inclusive, do direito internacional?
E olha que eu nem falei do capital humano, das vidas ceifadas que não têm preço e jamais serão compensadas.
Os Estados Unidos não levam democracia a lugar nenhum, não querem nem o diálogo nem a paz. São os gafanhotos do planeta, destruindo e devorando toda a riqueza alheia.
Uma nação imoral, governada por interesses de bilionários e pedófilos internacionais. País racista, xenófobo, historicamente invasor, que sufoca nações menores seja por embargos econômicos, seja por invasões e bombardeios injustificados.
Os Estados Unidos vivem, entretanto, o seu ocaso. Já não são uma referência cultural para o mundo, sua diplomacia é uma farsa, seu modo de produção fracassou, sua economia está sucumbindo e, há muito, deixaram de ser uma democracia, o governo do povo.
Enquanto morrem aos poucos, os Estados Unidos seguem atirando desesperados para todos os lados, infernizando o planeta inteiro.
Enquanto definham moral e economicamente, a China, por outro lado, cresce, se desenvolve, redistribui riquezas, investe na qualidade de vida do seu povo e ameaça a hegemonia ocidental.
A invasão ao Irã não é libertadora, é estratégica.
O objetivo é controlar os estreitos por onde escoa a produção de petróleo e gás natural, que abastece a China. A ideia é insuflar Beijing a entrar numa guerra mundial.
Mas a China tem outros planos. O contra-ataque não será bélico, mas econômico.
A China possui a maior reserva do mundo em terras raras, um conjunto de elementos químicos indispensáveis à indústria tecnológica.
Os Estados Unidos dependem desse recurso. Ou negociam com a China ou invadirão o Brasil em busca deles.
Nosso país está na mira dos Estados Unidos, já que somos o segundo maior produtor de terras raras do planeta.
Entenderam a importância da geopolítica?
Que isso não tem a ver com moralidade nem religião?
A guerra lá no Irã, que não desperta a dó nem a piedade de boa parte do Ocidente, pode afetar todos os países do globo.
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