Roni Kaplan, porta-voz do exército israelense, concedeu uma exclusiva para o colunista Agenor Duque

por Agenor Duque
Publicado em 30/12/2023, às 05h33 - Atualizado em 31/12/2023, às 05h33
É com imensa gratidão a Deus que compartilho com vocês os detalhes enriquecedores da recente entrevista que realizei com Roni Kaplan, porta-voz do exército israelense, no seu escritório em minha recente visita a Israel. Busquei, sob a luz da fé cristã, compreender mais profundamente a complexidade da situação e as perspectivas do povo de Israel.
Ao iniciar nosso diálogo, destaquei a relevância do Brasil como um dos maiores países cristãos do mundo e aprofundei nossa conexão espiritual com o judaísmo, salientando o respeito e admiração que o povo brasileiro nutre por Israel. Kaplan, com serenidade, expressou a gratidão pela solidariedade e intercessão do Brasil e de cristãos ao redor do mundo, destacando como esse apoio é muito bem recebido com imensa gratidão em Israel.
Durante a entrevista, questionei Kaplan sobre a reputação internacional do exército israelense, conhecido como um dos melhores do mundo. Ele explicou que a força dessa instituição está enraizada na história de um povo que, após mais de dois mil anos, retorna à sua Terra Prometida. Discutimos a diversidade entre os soldados, provenientes de diferentes regiões e níveis socioeconômicos, e como a união é essencial para a defesa do Estado de Israel.
Ao abordarmos os desafios recentes, Kaplan compartilhou detalhes impactantes sobre as operações para conter ameaças, enfatizando a luta contra as estratégias e os túneis utilizados pelo Hamas. Durante a conversa, ele trouxe à tona a complexidade do combate corpo a corpo e a difícil tarefa de enfrentar um inimigo que utiliza civis como escudos humanos.
“Tivemos que combatê-los, depois passamos a guerra para o seu território, ou seja, para a faixa de Gaza e começamos a rodear as diferentes cidades da Fronteira e que ainda estamos lutando nesses lugares agora por exemplo ainda há luta nos campos do centro da faixa de Gaza. Tivemos todo esse tempo lutando e primeiro rodeando a faixa de Gaza nos bairros, nesses centros de gravidade do Hamas e fomos túnel por túnel, em cada edifício residencial, Mesquita por Mesquita, escola por escola, por isso não tem uma escola que não tenha armamento guardado nela, depois o Hamas utiliza os seus civis para as suas necessidades militares. Alcançamos e neutralizamos 8000 terroristas aproximadamente e encontramos mais de 30000 armamentos na faixa de Gaza”, disse Roni.
Kaplan falou sobre a educação como chave para prevenir o terrorismo a longo prazo nas comunidades da Faixa de Gaza. Ele ressaltou a importância de alterar o conteúdo dos livros escolares, substituindo mensagens de ódio por temas de paz. A visão compartilhada foi a de que a verdadeira paz só será alcançada quando organizações como o Hamas abandonarem a promoção do ódio nessas comunidades, principalmente no treinamento de crianças e jovens para serem antissemitas e terroristas.
O porta-voz declara que a única forma de prevenir o terror a longo prazo é através da educação menciona o que ele pensa que deve ser feito com relação a isso: “ O primeiro que nós temos que fazer é mudar essas partes incitam e promovem o ódio dentro dos livros da escola, que promovem a jihad, a guerra santa para os meninos, para as meninas, e mudar essas partes do texto da escola e colocar temas que tenham a ver com paz, pois o Islam como religião, também tem muitos temas de paz a nível cultural temos que implantar e sistemas de paz em vez de educação ao ódio. A gente não pode viver mais junto com o grupo terrorista quem implanta ódio na sua população, em seus meninos desde uma idade muito pequena eles ensinam as crianças a fazer terrorismo. Em acampamentos de verão eles ensinam as crianças a como usar armas e se você pergunta para eles o que eles têm que fazer com um judeu na faixa de Gaza, eles respondem: você tem que atropelar o judeu, você tem que esfaquear o judeu”.
O diálogo prosseguiu com Kaplan abordando sobre as missões humanitárias, destacando os esforços do exército para minimizar danos civis. Hospitais de campanha foram estabelecidos, e tratamentos médicos foram fornecidos tanto na Faixa de Gaza quanto em Israel. Ele explicou como a distinção entre o Hamas e a população civil é crucial para a compreensão do conflito.
Ao explorar a visão de Kaplan sobre o encerramento do conflito, ele enfatizou a necessidade de neutralizar o Hamas, impedindo-o de operar como um exército terrorista. A vitória, segundo ele, seria percebida quando a população israelense se sentisse segura em suas fronteiras e a paz fosse restaurada de fato.
Concluindo, Roni Kaplan expressou seu profundo agradecimento pelo apoio do povo cristão, convidando todos a se comprometerem com a verdade e a combaterem a desinformação. Ele compartilhou e convidou os interessados a seguir sua conta no Twitter (@CapitanKaplan).
Para ver a entrevista completa, acesse o meu Canal do Youtube Agenor Duque ou veja abaixo:
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