
por Agenor Duque
Publicado em 21/12/2023, às 17h00
A cada dia, o papa Francisco fornece novas evidências de que está se distanciando do que diz a Bíblia Sagrada, passando a ser juiz de si mesmo e do ofício que exerce, flexibilizando, fazendo conceções a seu bel-prazer.
A última decisão tomada pelo pontífice trata-se de uma medida que autoriza bispos e padres da igreja católica a concederem uma “bênção” à união “matrimonial” firmada entre pessoas do mesmo sexo. Aprovada na última segunda-feira (18), a decisão de Francisco tem repercutido mundialmente e causado, na grande maioria da pessoas, especialmente nas católicas sentimento de vergonha e constrangimento, já que a decisão de seu líder máximo vai na contramão do que está estabelecido na Bíblia Sagrada.
Em uma postura semelhante àquela tomada muitos séculos atrás por Herodes, um dos líderes mais conhecidos da história dos tempos do Novo Testamento, Francisco “lava as mãos” ao afirmar que a “bênção” autorizada não é capaz de salvar casais homoafetivos do julgamento divino, uma posicionamento absurdo tendo em vista que ele deveria conhecer a Verdade e os princípios das Escrituras e primar para que os fiéis sob seu pastoreio vivam em conformidade com o propósito divino. Ao fazer tal declaração, o papa lava as mãos, na tentativa de eximir-se da responsabilidade (que lhe é imposta, como líder cristão) pela vida de suas ovelhas e as consequências eternas que sobrevirão a elas por haverem recebido e seguido seu direcionamento contrário ao que a Bíblia apresenta.
Sim, cada pessoa responde por si e dará conta de suas escolhas e decisões, mas sobre os ombros dos líderes pesa a responsabilidade pelo direcionamento e aconselhamento de acordo com a Bíblia, que deveria ser a única regra de fé e prática de um cristão.
Entretanto, com a autorização, o líder religioso parece querer salvar a própria pele, ficando em cima do muro ao não permitir o sacramento do casamento à pessoas do mesmo sexo mas, ao mesmo tempo, não proibindo que de alguma forma oficializem a união, sob a bênção de um líder religioso, como se eximindo de comprometimentos maiores.
A questão é que a permissão dada pelo papa está em completo desacordo com o que ditam as Escrituras Sagradas do Cristianismo. Apesar da posição assumida pelos chamados cristãos liberais e endossado na prática das igrejas chamadas “inclusivas” para a comunidade LGBTQIA+, que apoiam abertamente a união entre pessoas do mesmo sexo, a Bíblia não se moderniza, não se adequa às inovações e ideologias nem faz conceções; nenhuma ação humana pode mudar o que as Escrituras dizem. Nenhum líder humano, por mais influente, popular e poderoso que seja, é capaz de alterar o que Deus determinou desde tempos remotos.
Há muito que o papa Francisco tem evidenciado estar de mãos adas com o progressismo, a agenda 2030, dentre outros. Não se sabe em que momento o pontífice passou a conceber a ideia de que pode erguer-se, colocando-se numa suposta posição de igualdade e/ou superioridade em relação a Deus, a ponto de petulantemente considerar OK aquilo que Deus considera pecado e prática abominável.
Em nome do amor, o papa dá licença para pecar e agrava seu erro permitindo isso sob a bênção de seus padres e bispos, como quem fala em nome de Deus. Abençoar pessoas não é um problema, independentemente de quem sejam, mas daí a abençoar as ações pecaminosas de quem quer que seja é concordar com o mal e condenar pessoas ao inferno, e os que assim procedem darão contas de si e daqueles a que fizeram tropeçar.
O alerta bíblico aos líderes religiosos é: “Ai dos que chamam ao mal, bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo” (Isaías 5.20).
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