Motoristas de aplicativos estão em "guerra" com a gigante do setor, a Uber. Mudanças a anunciadas pela empresa geraram o mal estar.

Redação Publicado em 07/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 20h24
Motoristas de aplicativos estão em “guerra” com a gigante do setor, a Uber. Mudanças a anunciadas pela empresa geraram o mal estar.
Na última terça-feira, a empresa anunciou novas medidas, que dividem opiniões. A empresa de aplicativo passou a exibir para os motoristas o endereço de destino, além do valor da tarifa. A exibição dessas informações passaram a ser fritas antes de os motoristas aceitarem a corrida. A maioria reclama da novidade. Eles dizem que, além da exibição do preço, cálculo da tarifa também foi mudado, e que passaram a receber menos por corrida. A Uber nega que tenha feito as mudanças no funcionamento da tarifa.
EMPREGADOS – Os problemas para os motoristas não se resumem à tarifa e à exibição do destino do passageiro. Os motoristas reclamam de punições que são aplicadas pela Uber. Vários motoristas já entram na Justiça, alegando o vínculo empregatício com a empresa americana.
O Ministério Público do Trabalho já propôs ação para o reconhecimento do vínculo
empregatício desses profissionais. A maioria recusa esse vínculo, segundo revelou o vereador Marlon Luz, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito – (CPI) dos aplicativos, que foi instalada na Câmara.
A briga entre os motoristas e a Uber bem se arrastando há anos. Para Marlon, os motoristas “nem querem o vínculo empregatício. Eles preferem a autonomia”, explica.
Segundo Marlon , os motoristas querem exercer a autonomia profissional, “podendo decidir sobre aceitar ou não uma corrida”, diz. Na CPI, Marlon conseguiu arrancar da Uber, a confirmação de que ela é uma empresa de transporte e não de tecnologia.
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