Imagens inéditas mostram como ficaram a obra e tatuzões do Metrô três meses após terem sido inundados pelo esgoto que vazou de um túnel da Sabesp, que se

Redação Publicado em 09/05/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h40
Imagens inéditas mostram como ficaram a obra e tatuzões do Metrô três meses após terem sido inundados pelo esgoto que vazou de um túnel da Sabesp, que se rompeu em 1º de fevereiro, na Zona Norte de São Paulo (veja vídeo acima).
O acidente ainda abriu uma cratera na Marginal Tietê, que foi concretada e fechada dois dias depois pelos responsáveis. Nenhum funcionário ou motorista ficou ferido com gravidade.
O Fantástico foi a primeira equipe de jornalismo a entrar e filmar o túnel da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), e o fosso e dois túneis da Linha 6-Laranja da Estação do Metrô que está sendo construída e foi atingida pelo esgoto.

Foto aérea mostra a cratera na Marginal Tietê, em São Paulo, ao lado da obra do metrô da linha laranja — Foto: Carla Carniel/Reuters
A entrada da reportagem só foi possível depois que a Sabesp retirou 200 milhões de litros de esgoto da obra da futura estação do Metrô. Esse volume corresponde a 60 piscinas olímpicas que foi gerado por 2,2 milhões de pessoas. O local foi totalmente limpo e higienizado no início de maio.
Apesar disso, o esgoto danificou dois tatuzões, como são chamados os tuneladores, duas máquinas responsáveis por perfurar túneis de grande diâmetro e extensão, como os usados em Metrôs no mundo todo. Cada equipamento tem 108 metros de extensão.
Eles ficaram submersos e foram danificados. Quando ocorreu o acidente, somente um deles funcionava, já que o outro estava sendo construído ainda.
Enquanto os reparos das partes eletrônicas das máquinas não forem finalizados, os tatuzões ficarão parados sem poder trabalhar. Não há previsão de quando isso será feito. Um tatuzão custa, em média, US$ 30 milhões (algo em torno de mais de R$ 150 milhões).

Foto aérea mostra a cratera na Marginal Tietê, em São Paulo, ao lado da obra do metrô da linha laranja — Foto: Carla Carniel/Reuters
O Ministério Público (MP) abriu um inquérito para apurar as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente. Até a última atualização desta reportagem não havia uma conclusão a respeito do que possa ter causado o rompimento do túnel da Sabesp.
A perícia ainda não terminou os laudos com os resultados que podem apontar o que provocou esse problema no túnel da Sabesp. Ele fica três metros acima dos túneis do Metrô.
Os exames estão sendo feitos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contatado pelo governo estadual. Em entrevista à TV Globo, o diretor-técnico da Acciona disse que não houve prejuízo causado aos cofres públicos pelo acidente.

Cratera que se abriu nas obras na Linha 6-Laranja do Metrô na Marginal Tietê é completamente fechada com concreto — Foto: Ronaldo Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo
Entre as prováveis causas analisadas pelos peritos estão:
Enquanto isso, os trabalhos dentro dos túneis do Metrô estão sendo retomados aos poucos.
Para se ter uma ideia do tamanho de um tatuzão, ele tem o tamanho de seis carretas. Parece uma indústria em movimento, já que conta com refeitório para funcionários, ambulatório médico e área de descanso.
As obras da Linha 6-Laranja do Metrô são realizadas por uma Parceria Público-Privada (PPP) firmada entre o governo de São Paulo e a empresa espanhola Acciona, por meio da Concessionária Linha Universidade (Linha Uni), que ganhou licitação em 2019 para dar continuidade às obras previamente interrompidas.
A Acciona, líder do consórcio que constrói a linha, também investiga o que provocou o acidente.
Em entrevista à TV Globo, um técnico da companhia disse que a previsão é a de entregar o túnel de esgoto da Sabesp até outubro. Já a reativação do tatuzão ainda não tem data para ocorrer.
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G1
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