Defendendo uma hegemonia que já dura 25 anos no basquete olímpico, a seleção feminina dos Estados Unidos venceu sua segunda partida nas Olimpíadas de Tóquio

Redação Publicado em 30/07/2021, às 00h00 - Atualizado às 07h46
Defendendo uma hegemonia que já dura 25 anos no basquete olímpico, a seleção feminina dos Estados Unidos venceu sua segunda partida nas Olimpíadas de Tóquio 2020 na madrugada desta sexta-feira. A equipe americana venceu o Japão por 86 a 69 na arena de Saitama. O placar parece indicar um jogo fácil, mas o time da casa deu trabalho e apresentou brechas que podem ser aproveitadas por adversárias mais tarimbadas.
As atuais hexacampeãs olímpicas tiveram a audiência presencial da seleção masculina, que inclui craques da NBA como Kevin Durant, Damian Lillard e Draymond Green, nas arquibancadas. O que eles viram foi um time muito forte no garrafão e também nos chutes de 3 pontos, mas que cometeu muitos erros (17 desperdícios de bola) e teve dificuldades quando as japonesas impuseram um jogo mais aberto e veloz.
O alto nível das craques da WNBA e os ajustes feitos durante a partida pela treinadora Dwan Staley garantiram que o Team USA embalasse a partir do segundo quarto. Com duas vitórias, os EUA se isolam na liderança do Grupo B e praticamente garantem classificação às quartas de final. Com uma vitória e uma derrota, o Japão leva a definição do segundo lugar da chave para o jogo contra a Nigéria, na noite de domingo às 22h (horário de Brasília).
A ala-pivô A’ja Wilson comandou novamente os Estados Unidos, com 20 pontos, 10 rebotes, três assistências e três tocos. Breanna Stewart e Brittney Griner contribuíram com 15 pontos cada. Jewell Lloyd teve 12 pontos e Diana Taurasi, 11. Pelo Japão, Maki Takada foi a melhor em quadra, com 15 pontos. Saki Hayashi fez 12 pontos e Monica Okoye, 11.

Seleção americana masculina de basquete assiste ao jogo da seleção feminina contra o Japão — Foto: Reprodução/Twitter
Com um time mais alto e pesado que as adversárias, os EUA tentaram impor um jogo de meia quadra desde o princípio, enquanto o Japão apostava na velocidade para contra-atacar. As americanas chegaram a abrir oito pontos de vantagem, lideradas pelas três cestas de 3 pontos de Breanna Stewart. Porém, a pressão em quadra inteira do Japão forçou seguidos erros das atuais campeãs – quatro no primeiro período – e uma corrida de nove pontos seguidos, todos em triplos de Saori Miyazaki, viraram o placar para 30 a 28 a favor do time da casa ao final do quarto.
A treinadora Dawn Staley colocou Chelsea Gray e Jewel Lloyd na quadra para estabilizar a armação, mas o Japão se manteve próximo no placar na primeira metade do período. As americanas só se desgarraram no placar quando acertaram as trocas na marcação, forçando chutes ruins de 3 do time da casa. Na frente, Brittney Griner dominava e acumulava bandejas usando sua nítida vantagem de altura e envergadura. Os EUA foram ao intervalo à frente com 49 a 40 no placar.

A’ja Wilson (camisa 9) cumprimenta suas companheiras antes de entrar em quadra: ala-pivô foi o destaque do jogo — Foto: Gregory Shamus/Getty Images
As campeãs mundiais seguiram apostando no jogo interno no início do terceiro quarto. Entretanto, com o Japão dobrando e se antecipando aos passes de entrada, Griner e Wilson tiveram mais dificuldades para conseguir boa posição no garrafão. No outro lado, o time da casa atacava com cinco abertas parar abrir espaço para as infiltrações. A desvantagem caiu a cinco pontos. Mas as americanas não se abalaram, seguiram investindo nas pivôs com Fowles e Charles e abriram 12 pontos novamente ao final do período.
A partir daí, o Team USA engrenou. Jogando num ritmo mais forte, levou a vantagem a 20 pontos no último quarto e garantiu sua segunda vitória no torneio.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.

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