Ampliação do Implanon no SUS

Saúde amplia capacitação para oferta do Implanon no SUS e prevê distribuição de 1,3 milhão de unidades

Nova fase de treinamentos busca qualificar profissionais e expandir acesso ao método contraceptivo de longa duração

Governo busca ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo, garantindo autonomia e informação à população atendida - Imagem: Reprodução/Rogério Capela/PMC

Letícia Sales Publicado em 07/04/2026, às 12h53

O Ministério da Saúde iniciou a segunda fase de oficinas de qualificação para ampliar a oferta do implante contraceptivo subdérmico conhecido como Implanon no Sistema Único de Saúde. A iniciativa tem como objetivo preparar profissionais da rede pública para a inserção e o manejo do método, considerado altamente eficaz na prevenção da gravidez não planejada.

De acordo com a pasta, a expectativa é capacitar mais de 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, por meio de 32 oficinas presenciais. Os treinamentos priorizam municípios com menos de 50 mil habitantes e combinam atividades teóricas e práticas com o uso de simuladores anatômicos. A carga horária foi ampliada, sendo de 12 horas para enfermeiros e seis horas para médicos.

Além da formação técnica, os encontros incluem debates com gestores estaduais e municipais para facilitar a implementação do método nas redes locais de saúde. Segundo o ministério, a proposta vai além do procedimento clínico.

“E reforçar a conduta nas consultas em saúde sexual e reprodutiva com uma abordagem abrangente, que inclui direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo, abordagem às violências na atenção primária à saúde e todos os demais métodos contraceptivos ofertados no SUS.”

A estratégia também envolve a ampliação da distribuição do implante. Em 2025, foram enviadas 500 mil unidades aos estados, com prioridade para regiões de maior vulnerabilidade social. Para 2026, a previsão é distribuir 1,3 milhão de implantes, sendo que 290 mil já foram entregues.

O Implanon é um método de longa duração, com eficácia de até três anos. Após esse período, pode ser substituído imediatamente, caso haja interesse da paciente. O ministério ressalta que a fertilidade retorna rapidamente após a retirada.

Na rede privada, o custo do implante pode chegar a R$ 4 mil, o que reforça a importância da oferta gratuita no SUS. O método passa a integrar o conjunto de opções contraceptivas já disponíveis, como preservativos, DIU de cobre, pílulas anticoncepcionais, laqueadura e vasectomia.

“O Implanon se soma aos métodos contraceptivos já disponíveis gratuitamente no SUS, como preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia, entre outros. O Ministério da Saúde reforça que apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.”

A expectativa do governo é ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo, garantindo mais autonomia e informação para a população atendida pela rede pública.

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