Proposta da ANS cria planos de saúde mais baratos, sem pronto-socorro ou internações

Estima-se que até 10 milhões de brasileiros serão beneficiados, ajudando a reduzir filas e agilizar diagnósticos no SUS

Os novos planos visam cobrir todas as especialidades médicas, focando em consultas eletivas e exames, sem serviços de emergência. - Imagem: Reprodução | Agência Brasil

Marina Milani Publicado em 11/02/2025, às 17h30

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dará início a uma consulta pública que permitirá à população contribuir com sugestões sobre a proposta de novos planos de saúde. O período para envio das contribuições será entre 18 de fevereiro e 4 de abril, conforme anunciado na última segunda-feira (12).

Esses novos planos têm como objetivo proporcionar cobertura em todas as especialidades médicas, focando especificamente em consultas eletivas e exames, porém sem incluir serviços de pronto-socorro, internações e terapias. A ANS acredita que esta iniciativa pode representar uma opção mais econômica para os consumidores, ao mesmo tempo que não interferirá nos planos já disponíveis no mercado.

Os detalhes da proposta serão disponibilizados ao público ainda esta semana, e uma audiência pública está agendada para o dia 25 deste mês, onde será possível discutir mais sobre o assunto.

Estima-se que até 10 milhões de brasileiros poderão ser beneficiados com esses novos planos. A ANS espera que essa medida ajude a reduzir as filas de exames e agilize diagnósticos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde, a atenção primária é capaz de atender entre 80% a 90% das necessidades de saúde ao longo da vida.

Os novos modelos de planos serão inicialmente testados em um ambiente regulatório experimental, conhecido como sandbox. Durante os primeiros dois anos, a oferta desses planos será monitorada cuidadosamente. Após esse período, a ANS avaliará se o modelo deve ser mantido ou encerrado. Para participar desse projeto piloto, as operadoras precisarão criar e registrar seus novos planos, que poderão incluir coparticipação de até 30% dos usuários.

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