A variante K do Influenza A está em circulação no Brasil, com casos registrados no Pará e em Mato Grosso do Sul; Ministério da Saúde alerta para a importância da vacinação
William Oliveira Publicado em 19/12/2025, às 08h22
Nesta quinta-feira (18), o Ministério da Saúde confirmou a identificação de quatro casos da variante K, um subclado do vírus Influenza A (H3N2), que vem apresentando maior circulação nos últimos meses no Brasil.
De acordo com a pasta, um dos casos foi registrado no estado do Pará e está associado a uma viagem internacional. Os outros três casos foram detectados no Mato Grosso do Sul, e as autoridades sanitárias ainda investigam a origem das infecções para confirmação do vínculo epidemiológico.
O Ministério da Saúde destacou que as vacinas contra a gripe disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) permanecem eficazes na prevenção de formas graves da doença, inclusive aquelas causadas pelo subclado K. A recomendação de vacinação segue prioritária para os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde.
A pasta demonstrou preocupação com a baixa adesão à vacinação, cenário observado em diversos países da América do Norte e que tem contribuído para o aumento da circulação do vírus. Segundo o Ministério, a hesitação vacinal pode elevar o risco de surtos, sobretudo em períodos de maior transmissão.
A gripe é causada pelo vírus influenza, sendo o tipo A o mais associado a surtos e complicações graves. O subclado K é uma variação genética do Influenza A (H3N2) e não se trata de um novo vírus. Até o momento, não há evidências de que essa variante provoque quadros mais graves, embora tenha sido observada uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão do hemisfério norte, o que pode resultar em aumento de internações.
Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da gripe comum e incluem febre, dores no corpo, tosse e cansaço. A autoridade sanitária reforça a necessidade de atenção a sinais de agravamento, como falta de ar ou piora rápida do quadro clínico, situações que exigem atendimento médico imediato.
Além da vacinação anual, o Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras por pessoas com sintomas, a higienização frequente das mãos e a ventilação adequada de ambientes fechados como medidas preventivas.