Fiocruz aponta aumento de SRAG em grande parte do país e reforça importância da vacinação
Letícia Sales Publicado em 02/04/2026, às 13h25
O avanço dos casos de influenza A no Brasil tem acendido o sinal de alerta em diferentes regiões do país. De acordo com o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresentam risco ou alto risco de crescimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
O levantamento indica que, além da influenza A, outros vírus respiratórios seguem em circulação, como o vírus sincicial respiratório (VSR), o rinovírus e o Sars-CoV-2, causador da covid-19. Juntos, eles respondem pela maioria dos casos de SRAG, que podem evoluir para quadros graves e até morte.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a influenza A correspondeu a 27,4% dos casos positivos registrados. O rinovírus lidera com 45,3%, seguido pelo VSR, com 17,7%. Já a covid-19 representa 7,3% dos diagnósticos no período analisado.
Entre os óbitos, a influenza A também aparece com maior peso, sendo responsável por 36,9% dos casos positivos, seguida pelo rinovírus (30%) e pela covid-19 (25,6%).
Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de ampliar a cobertura vacinal. A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, iniciada no último sábado (28) pelo Ministério da Saúde, segue até o dia 30 de maio e oferece imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde.
“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirmou a pesquisadora Tatiana Portella.
A especialista também destacou a importância da vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório, especialmente a partir da 28ª semana de gestação, como forma de proteger os recém-nascidos.
Além da vacinação, medidas de prevenção seguem recomendadas, principalmente em locais com maior circulação de vírus. “Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, orientou.
A Fiocruz também reforça a importância de hábitos simples, como higienizar as mãos com frequência e evitar ambientes fechados e com aglomeração, especialmente para pessoas mais vulneráveis.