Produtos como protetores solares e repelentes podem ter eficácia comprometida após falhas na produção
Letícia Sales Publicado em 29/04/2026, às 09h33
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação e o recolhimento de diversos protetores solares e repelentes produzidos pela empresa Henlau Química Ltda. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (28).
A decisão ocorre após uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril, que identificou falhas no cumprimento das normas de Boas Práticas de Fabricação — conjunto de diretrizes que assegura a qualidade e a segurança de produtos destinados ao consumo.
Segundo a agência, além das irregularidades no processo produtivo, alguns cosméticos estavam sendo fabricados com fórmulas diferentes das aprovadas previamente. Essa alteração levanta preocupações sobre a eficácia dos itens, especialmente no caso de protetores solares e repelentes.
Entre os produtos afetados estão repelentes infantis, loções de proteção solar e sprays com ativos como DEET e icaridina. A resolução proíbe não apenas a fabricação, mas também a comercialização, distribuição, propaganda e uso desses itens.
A Anvisa alerta que mudanças na composição podem comprometer diretamente o desempenho dos produtos. No caso dos protetores solares, o fator de proteção indicado no rótulo pode não corresponder à proteção real. Já nos repelentes, a eficácia contra insetos pode ser reduzida, aumentando o risco de exposição a doenças como dengue, zika e chikungunya.
A orientação é clara: consumidores que tenham adquirido os produtos devem interromper o uso imediatamente e procurar o local de compra ou o fabricante para obter informações sobre devolução ou descarte adequado.