Vigilância Sanitária

Anvisa determina recolhimento de molho de tomate e suplementos após alertas de risco à saúde

Produtos apresentaram contaminação, uso de ingredientes não autorizados e irregularidades sanitárias, segundo ações fiscais.

Produtos alimentícios e suplementos tiveram recolhimento determinado pela Anvisa após identificação de riscos à saúde - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 08/01/2026, às 09h14

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de alimentos e suplementos alimentares após identificar riscos à saúde do consumidor. Entre os produtos afetados está um molho de tomate importado, que apresentou contaminação por pedaços de vidro, e suplementos com ingredientes não autorizados e irregularidades sanitárias.

Molho de tomate com fragmentos de vidro

A Anvisa suspendeu, nesta quarta-feira (7), o lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. A decisão proíbe a comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do produto.

A medida foi adotada após um alerta emitido pela RASFF (Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), da União Europeia, informando que o lote continha fragmentos de vidro, configurando risco grave à saúde.

Suplemento Neovite Visão

Outro produto atingido foi o Neovite Visão, suplemento alimentar da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). A ação fiscal envolve os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072, que estão proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados e consumidos.

Segundo a Anvisa, os lotes foram produzidos com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado como fonte de zeaxantina em suplementos alimentares. Além disso, foi identificada a presença de Caramelo IV acima do limite permitido. A empresa informou que realizou recolhimento voluntário dos produtos.

Suplementos Ervas Brasil

Também foram alvo de fiscalização os suplementos Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Suplemento Alimentar Colesterol, da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda.. Os produtos tiveram apreensão determinada e estão proibidos de qualquer etapa da cadeia comercial.

De acordo com a Anvisa, a empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, utilizou ingredientes não autorizados e realizou divulgação irregular, com alegações terapêuticas sem comprovação científica, o que infringe a legislação sanitária.

A agência orienta que consumidores não utilizem os produtos listados e entrem em contato com os fabricantes ou com os canais oficiais de atendimento em caso de dúvidas.

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