Contaminação de água mineral

Anvisa determina recolhimento de lotes de água mineral Mamba Water por contaminação bacteriana

Bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada pela própria fabricante em testes de rotina; medida atinge latas de 350 ml produzidas em abril

Fabricante HNK BR Indústria age rapidamente após detecção de contaminação, garantindo segurança dos consumidores - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 16/07/2026, às 08h59

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e o recolhimento voluntário de dois lotes da água mineral sem gás Mamba Water, envasada em latas de 350 ml. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16), foi tomada após a própria fabricante, a HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., detectar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa durante análises rotineiras de controle de qualidade.

A determinação afeta exclusivamente as unidades dos lotes 13 (fabricado em 3 de abril de 2026, com validade até 3 de abril de 2027) e lote 14 (fabricado em 4 de abril de 2026, com validade até 4 de abril de 2027). A orientação oficial é que os consumidores que possuam esses produtos em casa interrompam o uso imediatamente e não façam o consumo da água.

Este é o terceiro caso recente envolvendo o mesmo microrganismo no mercado brasileiro em poucos meses. Em abril, a bactéria motivou o recolhimento de mais de 100 lotes de produtos da marca Ypê e, em junho, causou a retirada de circulação de um lote da água mineral Crystal. Até o momento, não há registros de consumidores que tenham sido afetados ou manifestado sintomas pelo consumo da água Mamba Water desses lotes específicos.

A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo classificado como oportunista. Isso significa que, embora raramente cause problemas em pessoas com a saúde em dia, representa um risco real para indivíduos com o sistema imunológico fragilizado. Idosos, crianças, pacientes oncológicos, transplantados e pessoas que fazem uso de medicamentos imunossupressores podem desenvolver infecções graves em áreas como o trato urinário, pulmões, pele e na corrente sanguínea.

Mesmo diante do baixo risco para a população geral, a legislação sanitária brasileira adota tolerância zero, proibindo estritamente a presença dessa bactéria em qualquer água voltada ao consumo humano. Ao identificar a inconformidade e comunicar o fato voluntariamente à Anvisa, a fabricante deu início ao protocolo de segurança para recolher as latas do mercado e adequar-se às normas vigentes de qualidade.

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