Ex-presidente avaliou que ministros devem evitar embates públicos e afirmou que o país viveu radicalização política nos últimos anos
Redação Publicado em 27/04/2026, às 17h31 - Atualizado às 17h50
O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta segunda-feira (27), que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não deveria ter rebatido publicamente o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) após a divulgação de vídeos com críticas à Corte.
A declaração foi feita durante participação no 8º Fórum Paulista de Desenvolvimento, realizado em Itu, no interior de São Paulo. Para Temer, quando integrantes do Judiciário respondem a provocações políticas, acabam ampliando o debate e oferecendo mais espaço para novos ataques.
Entenda a polêmica
A polêmica começou após entrevista concedida por Gilmar Mendes na semana passada, quando comentou vídeos produzidos com inteligência artificial e compartilhados por Zema envolvendo ministros do Supremo. Na ocasião, o magistrado disse que existem limites para sátiras dirigidas à Corte e fez uma comparação que gerou forte repercussão.
No caso, o ministro afirmou que não aceitaria ser retratado como um “boneco homossexual”. Após a repercussão negativa, o ministro reconheceu o erro e pediu desculpas publicamente. Em resposta, o ex-governador classificou a fala como ofensiva e xenofóbica.