Transparência

STF tem 6 votos favoráveis para liberação de emendas parlamentares

Transparência e controle dos gastos públicos ganham destaque na decisão

Transparência e controle dos gastos públicos ganham destaque na decisão - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 28/02/2025, às 14h52

O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou uma decisão significativa ao confirmar a autorização do ministro Flávio Dino para a liberação das emendas parlamentares. O julgamento, que teve início na última sexta-feira (28), está sendo conduzido em um plenário virtual e se estenderá até o dia 5 de março. Até o momento, o placar revela uma maioria clara, com 6 votos favoráveis e nenhum contrário.

Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes destacou a relevância do plano de trabalho desenvolvido em colaboração entre os poderes Executivo e Legislativo, caracterizando-o como um exemplo de "aprendizagem institucional". Moraes enfatizou a necessidade de que a realidade política e administrativa orçamentária esteja em consonância com os princípios constitucionais, elogiando os avanços que levaram a um "amadurecimento" na aplicação dos critérios referentes às emendas.

A decisão proferida por Flávio Dino, anunciada no dia 26 de fevereiro, fundamenta-se em um projeto colaborativo que busca incrementar a transparência e a rastreabilidade dos repasses financeiros. Contudo, é importante ressaltar que algumas emendas permanecem bloqueadas, especialmente aquelas relacionadas à saúde, as quais não possuem contas específicas designadas, além de emendas sem um plano de trabalho aprovado.

Essa nova deliberação encerra um longo impasse que perdurava desde agosto do ano passado, quando o STF havia suspendido a execução de todas as emendas impositivas. Flávio Dino também mencionou os progressos feitos em termos de transparência, como a reestruturação do Portal da Transparência e a criação de contas específicas para a alocação dos recursos destinados à saúde, parte das iniciativas para assegurar um controle mais rigoroso sobre os gastos públicos.

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