Animação criada por Pedro Rousseff faz referência às revelações sobre recursos destinados ao filme “Dark Horse” e reproduz estilo usado por Romeu Zema em ataques ao STF
Redação Publicado em 18/05/2026, às 12h55
O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, divulgou nas redes sociais um vídeo satírico que ironiza figuras da direita ligadas à recente polêmica envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Intitulada “Imbrocháveis”, a animação utiliza fantoches gerados por inteligência artificial e reproduz o formato adotado anteriormente pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) em vídeos usados para criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na produção, personagens inspirados no senador Flávio Bolsonaro (PL) e Vorcaro aparecem em uma conversa sobre o suposto financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na sátira, o personagem baseado em Flávio pede recursos milionários para apoiar a produção cinematográfica, alegando que o investimento seria em defesa “da liberdade e do cinema nacional”.
Em outro trecho, um fantoche inspirado em Romeu Zema surge se apresentando como alternativa política para o país. Na sequência, um assessor lembra que o partido Novo também recebeu recursos de Daniel Vorcaro. O personagem, então, responde que a doação teria sido declarada oficialmente e afirma que problemas só existiriam “quando o escândalo é com os outros”.
Veja:
Entenda o contexto
A publicação de Pedro Rousseff faz referência à reportagem divulgada pelo The Intercept Brasil, que revelou áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários relacionados ao financiamento do longa “Dark Horse”. Segundo a apuração, Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões entre para o projeto, dentro de um contrato estimado em R$ 134 milhões.
O formato adotado pelo vereador repete o estilo utilizado por Romeu Zema na série “Intocáveis”, criada para atacar integrantes do STF. Nas animações divulgadas pelo ex-governador, ministros da Corte aparecem representados como fantoches em situações satíricas. Em um dos episódios, personagens inspirados nos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes discutem a suspensão de medidas relacionadas à CPI do Crime Organizado.
As publicações de Zema provocaram reação dentro do Supremo. Gilmar Mendes solicitou que o ex-governador fosse incluído no Inquérito das Fake News, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que apura ameaças e ataques contra integrantes da Corte. Posteriormente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra Zema por calúnia contra Gilmar Mendes.