Ministra do Planejamento confirma mudança de partido e articula candidatura com apoio de lideranças do governo
Letícia Sales Publicado em 21/03/2026, às 15h34
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou neste sábado (21) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro, após quase três décadas de trajetória no Movimento Democrático Brasileiro. A mudança marca um novo capítulo na carreira política da ministra, que se prepara para disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas próximas eleições.
Tebet estava no MDB desde 1997, partido pelo qual construiu toda a sua carreira pública — incluindo o mandato como senadora e a candidatura à Presidência da República em 2022. Agora, ao ingressar no PSB, ela passa a integrar a mesma legenda do vice-presidente, Geraldo Alckmin, reforçando sua proximidade com o núcleo do governo federal.
Em nota, o PSB celebrou a chegada da ministra e destacou sua trajetória política. “Celebra a filiação de Simone Tebet com entusiasmo, respeito e senso de responsabilidade histórica. Sua decisão honra o nosso partido e engrandece um grupo político que almeja construir o futuro do país”, afirmou a legenda.
O partido também ressaltou atributos da nova filiada. “Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento”, diz um trecho do comunicado.
A decisão de disputar o Senado já havia sido antecipada pela ministra no último dia 12, durante evento em Campo Grande (MS). Segundo Tebet, a definição sobre sua saída do ministério ainda não tem data exata, mas deve ocorrer até o fim de março.
Ao comentar a escolha por São Paulo como base eleitoral, Tebet destacou sua relação com o estado. “São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. (...) Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, afirmou.
A ministra também revelou que a decisão foi construída após diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com Alckmin. “Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação”, destacou.
A filiação ao PSB e a pré-candidatura ao Senado colocam Tebet no centro das articulações políticas para 2026, em um dos colégios eleitorais mais estratégicos do país.