Ministro Alexandre de Moraes será o relator do caso e deve apresentar seu voto após análise das provas e condutas dos réus
William Oliveira Publicado em 09/09/2025, às 08h46
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de integrar uma conspiração para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abrirá a sessão com seu voto, após uma pausa anterior no processo.
Com início previsto para as 9h, Moraes deve falar por cerca de quatro horas, analisando as condutas de cada réu à luz das provas apresentadas e das possíveis penalidades. Ele também responderá a questionamentos das defesas e deliberará sobre questões preliminares.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta todos os acusados como participantes ativos de uma suposta trama golpista. Bolsonaro é considerado o líder da organização criminosa, o que pode resultar em sanções mais duras.
Sete réus respondem por cinco crimes, enquanto o deputado federal Alexandre Ramagem (PL) é acusado de três. Entre as imputações estão:
As acusações contra Ramagem foram suspensas em parte, porque os fatos ocorreram após sua diplomação, atendendo pedido da Câmara dos Deputados.
Depois do voto de Moraes, o ministro Flávio Dino deve se manifestar, encerrando a sessão do dia. O voto de Luiz Fux está previsto para quarta-feira (10). Já os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin deverão votar nos dias 11 e 12, em sessões das 9h às 19h. Ao final, o tribunal definirá a dosimetria das penas.
Entre os principais réus estão:
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defende a condenação de todos. Ele sustenta que os réus tentaram romper a ordem democrática, ressaltando que Bolsonaro estimulou publicamente a desconfiança nas urnas eletrônicas e a resistência ao resultado eleitoral.
Segundo Gonet, a derrota nas urnas motivou a articulação de um golpe contra a Constituição.