CRISE NO PL

Operação da PF contra Cláudio Castro faz aliados aconselharem Flávio Bolsonaro a se afastar do ex-governador

Após ação da Polícia Federal que mira supostas fraudes fiscais envolvendo a antiga Refinaria de Manguinhos, auxiliares jurídicos orientam Flávio Bolsonaro a evitar aparições públicas e vínculos políticos com Cláudio Castro.

Flávio Bolsonaro recebeu orientação de aliados para evitar aproximação pública com Cláudio Castro após operação da Polícia Federal. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 19/05/2026, às 10h56

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A operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, acendeu um alerta dentro do PL e provocou movimentações estratégicas nos bastidores da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (19), aliados jurídicos do senador recomendaram que ele mantenha distância política de Castro após a ofensiva autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A investigação apura possíveis fraudes fiscais relacionadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

A orientação dada a Flávio Bolsonaro é clara: evitar agendas conjuntas, eventos públicos e qualquer associação que possa ampliar desgastes em meio ao atual cenário político. Nos bastidores do partido, há receio de que o avanço das investigações envolvendo Castro gere impacto direto na imagem do senador, que já enfrenta desgaste após o vazamento de mensagens relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Integrantes do PL fluminense avaliam que Cláudio Castro teria se tornado um nome “tóxico” para a estratégia eleitoral da legenda no Rio de Janeiro. A preocupação cresce principalmente porque o ex-governador é apontado como pré-candidato ao Senado pelo partido e possui forte ligação política com a família Bolsonaro.

Com o aumento da pressão, lideranças do partido já discutem alternativas para substituí-lo na disputa. Entre os nomes cogitados nos bastidores estão Sóstenes Cavalcante, Altineu Côrtes e Carlos Jordy, todos ligados ao PL do Rio de Janeiro.

Apesar das discussões internas, dirigentes da legenda admitem que a palavra final sobre qualquer mudança deverá partir do próprio Flávio Bolsonaro, que se consolidou como uma das principais lideranças nacionais do partido.

A operação da PF ocorre em um momento delicado para o núcleo bolsonarista, em meio ao avanço de investigações, disputas eleitorais antecipadas e tentativas de reorganização da direita para a corrida presidencial de 2026.

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