As acusações incluem insinuações sobre superfaturamento e interferência em licitações, levando a ONG a buscar justiça no STF
Marina Milani Publicado em 11/03/2025, às 17h10
A organização não governamental Me Too apresentou, nesta segunda-feira (10), duas queixas-crime contra o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. As ações foram protocoladas no Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sob a relatoria da ministra Carmen Lúcia.
A ONG alega que Almeida ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao fazer acusações infundadas sobre sua atuação. Em suas declarações, o ex-ministro insinuou que a organização estaria tentando interferir no processo de licitação do Disque Direitos Humanos, além de levantar suspeitas sem fundamento acerca de superfaturamento.
De acordo com a Me Too, as afirmações proferidas por Silvio Almeida caracterizam a disseminação intencional de informações falsas, com a finalidade de distorcer a verdade dos fatos de maneira criminosa e difamatória. As alegações contra Almeida não se limitam à ONG; também foram mencionadas por diversas outras figuras públicas, incluindo a ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco.
Em resposta às acusações, Silvio Almeida nega todas as imputações feitas contra ele. O caso ganhou notoriedade nacional e culminou na decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de exonerá-lo do cargo que ocupava na Esplanada dos Ministérios em setembro do ano passado, após surgirem denúncias relacionadas a assédio sexual e moral.