Mobilização Política

Nikolas inicia marcha até Brasília e reúne aliados em protesto contra decisões do STF

Caminhada de mais de 200 km pela BR-040 reúne parlamentares e lideranças conservadoras em ato simbólico contra prisão de Bolsonaro.

Nikolas Ferreira caminha pela BR-040 rumo a Brasília ao lado de aliados políticos - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 20/01/2026, às 14h09

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) deu início, nesta segunda-feira (19), a uma caminhada de mais de 200 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília (DF). O percurso pela BR-040 deve durar sete dias, com chegada prevista para o próximo domingo (25).

Batizado de “Caminhada pela Liberdade”, o ato tem como objetivo protestar contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em relação às condenações dos réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro e à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses pela Primeira Turma da Corte e atualmente detido no complexo penitenciário da Papudinha.

Em ato simbólico contra decisões do STF e em defesa dos réus do 8 de Janeiro - Imagem: Reprodução

 

Desde o primeiro dia, a mobilização passou a atrair figuras conhecidas da direita política, que confirmaram participação em trechos da caminhada ou apoio público nas redes sociais.

Entre os nomes que aderiram estão:

Carlos Bolsonaro afirmou que participará de parte do trajeto, conciliando a agenda política com compromissos familiares. Já Nikolas e Gustavo Gayer vêm publicando vídeos diários, mostrando trechos da estrada, o ritmo da caminhada e a contagem dos quilômetros percorridos.

Em carta aberta divulgada antes do início do ato, Nikolas afirma que a marcha não é um espetáculo, mas um gesto simbólico. Segundo ele, o objetivo é chamar atenção para o que classifica como “perseguição política”, “processos arbitrários” e “desumanização” de presos ligados ao 8 de Janeiro.

No texto, o deputado também defende a derrubada do veto presidencial à dosimetria das penas e diz que a caminhada é uma forma de “acordar a consciência nacional”, em um país que, segundo ele, estaria vivendo uma “paralisia psicológica deliberadamente construída”.

Apesar do tom duro contra o STF, Nikolas afirma que o ato será pacífico, sem bloqueios de via ou ações de confronto. Ele diz que a marcha é apenas o exercício do direito de ir e vir e do direito à manifestação.

A chegada a Brasília, no dia 25, deve marcar o ápice do movimento, com expectativa de concentração de apoiadores e novos discursos políticos. Aliados veem a caminhada como uma estratégia para manter a base mobilizada e reforçar o discurso de enfrentamento às decisões do Judiciário.

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