Deputado federal comentou publicação sobre levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que aponta Minas Gerais como o estado com maior número de assassinatos de pessoas LGBTQIAPN+ em 2025.
Redação Publicado em 27/07/2026, às 10h57
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a ser alvo de repercussão nas redes sociais após comentar uma publicação sobre o aumento da violência contra pessoas LGBTQIAPN+ em Minas Gerais. A manifestação ocorreu depois da divulgação de dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Ao reagir a uma postagem que destacava que Minas Gerais liderou o número de assassinatos de pessoas LGBTQIAPN+ no país em 2025, Nikolas escreveu no X (antigo Twitter): "Já já estão colocando a culpa em mim kkkk".
A publicação rapidamente repercutiu entre apoiadores e críticos do parlamentar. Enquanto parte dos usuários interpretou o comentário como uma ironia diante das críticas que costuma receber, outros classificaram a manifestação como inadequada diante da gravidade dos dados sobre violência.
Segundo o anuário, Minas Gerais registrou 31 assassinatos de pessoas LGBTQIAPN+ em 2025, alta de 55% em relação aos 20 casos contabilizados no ano anterior. O estado aparece à frente de Pernambuco (24 mortes), Ceará (23), Pará (16) e Bahia (15).
O levantamento também aponta crescimento em outros indicadores de violência contra essa população. Os registros de lesão corporal passaram de 537 para 662 ocorrências no estado entre 2024 e 2025. Já os casos enquadrados como homofobia e transfobia aumentaram de 15 para 40 registros, após a tipificação dessas condutas com base na decisão do Supremo Tribunal Federal que equiparou a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero ao crime de racismo.
Nikolas Ferreira já foi alvo de decisões judiciais relacionadas a declarações sobre pessoas trans, embora parte dessas decisões tenha sido objeto de recursos e discussões em instâncias superiores.
Até a publicação desta reportagem, o parlamentar não havia divulgado novo posicionamento esclarecendo o comentário feito nas redes sociais.