Fiscalização

MP no TCU pede apuração sobre presença de autoridades em festas ligadas a Daniel Vorcaro em Trancoso

Representação cita eventos chamados “Cine Trancoso” e solicita identificação de agentes públicos federais que teriam participado.

Região de Trancoso onde teriam ocorrido eventos citados em representação apresentada ao TCU - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 18/02/2026, às 14h52

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União apresentou representação recomendando a abertura de processo para identificar autoridades públicas federais que teriam participado de eventos realizados na casa de veraneio do então banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, no sul da Bahia.

O documento, datado de 29 de janeiro deste ano, menciona encontros denominados “Cine Trancoso”, que, segundo o texto, teriam contado com a presença de altas autoridades dos Três Poderes da República. Entre os citados estariam integrantes do Poder Executivo do governo anterior, além de representantes do mercado financeiro, da política e do meio jurídico.

A antiga dona da casa se declarou furiosa com o que aconteceu no local - Imagem: Reprodução

 

A representação não apresenta lista nominal dos supostos participantes, mas recomenda a abertura de procedimento para apuração dos fatos e eventual identificação de agentes públicos federais envolvidos.

Vorcaro se hospedou em imóvel que pertencia à empresária Sandra Habib - imagem: Reprodução

 

O caso se insere no contexto das investigações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, que já vinha sendo citado em apurações envolvendo o Banco Master. O Ministério Público junto ao TCU busca avaliar possíveis implicações administrativas ou eventuais conflitos de interesse relacionados à participação de autoridades em eventos privados.

Outro lado

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que repudia as informações e alegações sobre os eventos. Segundo os advogados, os relatos fazem “juízo moral” e promovem “ilações e invasão da esfera privada”. A defesa sustenta que não houve irregularidade nas reuniões mencionadas.

Até o momento, o Tribunal de Contas da União não informou se acolherá formalmente a representação e dará início à apuração.

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