Lula exige explicações da Meta sobre novas políticas de checagem de conteúdo no Brasil

Empresa terá 72 horas para detalhar impacto das mudanças; governo ameaça medidas legais.

Meta - Imagem: Reprodução | X (Twitter) - @AFPnews

Marina Milani Publicado em 10/01/2025, às 18h19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que a Meta, controladora de plataformas como Facebook e Instagram, esclareça em até 72 horas como suas novas políticas de checagem de conteúdo irão afetar o Brasil. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (10) pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, após reunião realizada no Palácio do Planalto.

A notificação extrajudicial enviada à empresa exige respostas sobre temas sensíveis, como combate à violência de gênero, proteção de menores e controle de discurso de ódio. "Dada a falta de transparência, queremos entender como essas mudanças impactarão nosso país. Caso a Meta não responda, avaliaremos medidas legais," afirmou Messias.

Recentemente, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que a empresa não utilizará mais agências de checagem para verificação de informações em suas plataformas e permitirá recomendações de conteúdos políticos. A decisão gerou preocupações globais, especialmente em países como o Brasil, onde a disseminação de fake news tem sido um desafio significativo.

Lula destacou a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia em garantir um ambiente digital seguro e ético. "A integridade da informação não é apenas essencial para a democracia, mas também um direito do povo brasileiro," declarou o presidente.

A Meta ainda não se manifestou publicamente sobre a notificação do governo brasileiro. Enquanto isso, a Advocacia-Geral da União já se prepara para ações judiciais caso as respostas da empresa não sejam satisfatórias.

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