Justiça aponta indícios de desvios bilionários ligados à família Vorcaro

Decisão menciona movimentações suspeitas de mais de R$ 2 bilhões e aquisição de imóvel de luxo nos Estados Unidos

Núcleo familiar de Vorcaro é investigado por movimentações suspeitas - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 21/03/2026, às 12h05

A Justiça de São Paulo identificou sinais de possíveis desvios bilionários envolvendo integrantes da família do empresário Daniel Vorcaro no contexto da liquidação do Banco Master. A decisão, proferida nesta sexta-feira (20), cita o pai e a irmã do investigado, Henrique e Natalia Vorcaro, como possíveis beneficiários de valores que teriam sido retirados de forma irregular da instituição financeira.

O entendimento do Judiciário ocorre após solicitação do liquidante do banco, que apontou movimentações financeiras suspeitas que podem ultrapassar R$ 2 bilhões. Entre os bens mencionados no processo está uma mansão localizada na Flórida, nos Estados Unidos, avaliada em cerca de US$ 35 milhões.

Imagem: Reprodução

Henrique e Natalia Vorcaro aparecem como presidente e vice-presidente da Sozo Real Estate Inc., empresa registrada no estado americano e responsável pela propriedade do imóvel de luxo em Windermere. Documentos imobiliários indicam que a residência foi comprada em 2023 por US$ 32 milhões, com outros US$ 3 milhões destinados à decoração, incluindo mobiliário e obras de arte.

Daniel Vorcaro está preso sob suspeita de envolvimento em fraudes bancárias e é alvo de medidas judiciais que buscam evitar a dissipação de bens supostamente vinculados ao esquema. O empresário já havia sido detido anteriormente no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga crimes financeiros relacionados ao colapso do Banco Master.

Fraudes e crimes financeiros sob investigação

Daniel Vorcaro está preso sob suspeita de envolvimento em fraudes bancárias e é alvo de medidas judiciais que buscam evitar a dissipação de bens supostamente vinculados ao esquema. O empresário já havia sido detido anteriormente no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga crimes financeiros relacionados ao colapso do Banco Master.

A instituição foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após enfrentar uma crise  agravada por denúncias de irregularidades na tentativa de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB). O prejuízo estimado a investidores ultrapassa R$ 50 bilhões.

Após uma primeira prisão em São Paulo, Vorcaro chegou a ser liberado com uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, voltou a ser detido preventivamente neste mês, durante nova fase da operação, sob suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. Atualmente, ele permanece custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, enquanto negocia um possível acordo de delação premiada.

O caso envolvendo o imóvel na Flórida também está sendo analisado pela Justiça norte-americana, em paralelo às investigações conduzidas no Brasil.

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