Ataque ao STF

Homem tentou entrar no STF antes do ataque, afirma governadora do DF

Durante uma coletiva de imprensa, a governadora em exercício, Celina Leão, detalhou a cronologia dos eventos que antecederam o ocorrido

Homem tentou entrar no STF antes do ataque, afirma governadora do DF - Imagem: Reprodução / Jornal Nacional

William Oliveira Publicado em 14/11/2024, às 08h28

Na noite desta quarta-feira (13), um incidente na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, resultou na morte de um homem após uma série de explosões. O homem, identificado como Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, tentou acessar o Supremo Tribunal Federal (STF) antes das detonações. Em uma coletiva de imprensa, a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, detalhou a cronologia dos eventos:

Logo após as explosões, o corpo de Francisco foi encontrado nas proximidades do STF. Após a perícia inicial, uma varredura completa foi realizada na Praça dos Três Poderes para garantir que não houvesse mais dispositivos explosivos na área.

As forças de segurança foram imediatamente mobilizadas após o incidente. Celina Leão comunicou-se com o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, garantindo que as medidas necessárias para a segurança estavam sendo adotadas. Além disso, ela entrou em contato com os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, informando sobre o isolamento do Congresso Nacional. Como medida de precaução, foi decidido que não haverá expediente nesta quinta-feira (14), até que a área seja liberada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

O Senado confirmou a suspensão das atividades até o meio-dia desta quinta-feira, decisão também adotada pelo STF em relação a todos os seus edifícios, com nova avaliação da situação prevista para a manhã.

A Polícia Federal (PF) já instaurou um inquérito para investigar as explosões, e o processo será supervisionado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O suspeito

Detalhes adicionais revelam que o veículo envolvido na primeira explosão estava registrado em Rio do Sul, Santa Catarina. O proprietário era Francisco Wanderley Luiz, ex-candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL) nas eleições municipais de 2020.

Em publicações nas redes sociais, Francisco fez críticas ao STF e, recentemente, havia alugado uma residência em Ceilândia, no Distrito Federal.

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