No último sábado (23), Edinho Silva, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), sugeriu que Haddad concorra em São Paulo nas próximas eleições
William Oliveira Publicado em 28/08/2025, às 10h11
O atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou nesta quarta-feira (27) que não pretende se candidatar nas eleições de 2026. Em entrevista ao portal UOL, Haddad destacou que essa decisão cabe exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Não tenho intenção, nesse momento, a ser candidato em 2026. Já expressei isso à direção do partido. Não conversei com o presidente ainda”, afirmou o ministro.
No último sábado (23), Edinho Silva, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), sugeriu que Haddad concorra em São Paulo nas próximas eleições, com o objetivo de fortalecer a campanha de reeleição de Lula ao Palácio do Planalto. A proposta inclui disputar uma vaga no Senado ou tentar a governança do estado.
Haddad comentou ainda sobre a dinâmica política atual, ressaltando que é natural que partidos da base governamental apoiem candidatos distintos em 2026. Segundo ele, partidos mais alinhados com o establishment tendem a favorecer candidaturas conservadoras, que defendem privatizações e cortes de direitos sociais.
“O que o presidente espera é que, enquanto estamos juntos no governo, defendamos nosso legado”, declarou, destacando a necessidade de unidade e apoio mútuo entre os partidos.
O ministro também afirmou que a elite brasileira dificilmente apoiará o PT nas próximas eleições, afirmando que “a elite não consegue assimilar o presidente Lula e não irá abraçar sua candidatura novamente”.
Sobre a relevância das narrativas políticas em comparação com indicadores econômicos, Haddad comentou que momentos críticos na história podem exigir maior ênfase em propostas e visões futuras. Ele destacou que uma economia debilitada poderia dificultar a reeleição de Lula.
“Até a terra ser esfera passa a ser contestada, a eficiência da vacina também. Tudo vira razão para contestação. A gente tem de levar em conta que isso vai demorar a passar, até trazer a política para racionalidade”, disse o ministro, acrescentando que, apesar dos desafios, as condições atuais são melhores do que as observadas em 2018 e 2022.
Por fim, Haddad expressou otimismo em relação à sua equipe no Ministério da Fazenda e mencionou a possibilidade de o secretário-executivo Dario Durigan permanecer no cargo caso ele decida concorrer às eleições em 2026.