Flávio Bolsonaro se reúne com Fachin e diz buscar diálogo institucional

Pré-candidato à Presidência afirmou que encontro no STF não tratou de julgamentos e elogiou postura do presidente da Corte

Flávio Bolsonaro durante reunião no gabinete do presidente do STF - Imagem: Gustavo Moreno/STF

Redação Publicado em 13/05/2026, às 14h25

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, esteve nesta quarta-feira (13) no Supremo Tribunal Federal (STF) para uma reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin. O encontro aconteceu no gabinete do magistrado, em Brasília.

Após a reunião, Flávio afirmou que a conversa teve caráter institucional e negou ter tratado sobre processos em andamento no Supremo, incluindo o caso envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista investigada pela Corte.

Segundo o senador, a visita teve como objetivo apresentar suas ideias como pré-candidato ao Palácio do Planalto e reforçar a disposição para manter diálogo entre os Poderes. “Como pré-candidato à Presidência, fiz questão de vir me apresentar e conversar sobre o que penso para o país”, declarou à imprensa ao deixar o STF.

Flávio também avaliou de forma positiva a postura de Fachin, a quem classificou como um ministro “equilibrado”, afirmando que o presidente do Supremo demonstra respeito às instituições e interesse em “olhar para frente”. O parlamentar descreveu a conversa como “amistosa” e disse ter saído do encontro com uma “excelente impressão”.

Ainda durante a conversa com jornalistas, o filho do ex-presidente comentou sobre o ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações relacionadas aos atos golpistas. Sem citar detalhes do processo, Flávio afirmou considerar que o magistrado tem cometido “injustiças”.

O senador também foi questionado sobre a operação da Polícia Federal que mira suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e citou o nome do senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro. Flávio declarou acreditar na inocência do parlamentar “até que se prove o contrário”.

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