No CPAC 2026, realizado em Dallas, o senador criticou o governo Lula, apontou um cenário de crise no Brasil e projetou vitória nas eleições de 2026
Erika Osti Publicado em 28/03/2026, às 20h28
Em discurso no CPAC 2026, em Dallas, nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que lidera a corrida presidencial no Brasil, comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump e fez críticas diretas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu neste sábado (28) em um dos principais encontros globais da direita conservadora, reunindo políticos e lideranças de vários países.
Apresentado pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que também participou do evento, Flávio reforçou a narrativa de perseguição política ao pai e associou a trajetória de Jair Bolsonaro à de Trump. Segundo ele, ambos foram alvo de ataques e enfrentaram situações semelhantes por defenderem valores conservadores. O senador mencionou ainda a prisão do ex-presidente brasileiro, classificando o episódio como uma injustiça comparável ao que, em sua visão, ocorreu com o ex-presidente norte-americano.
Ao abordar o cenário brasileiro, Flávio fez críticas ao governo Lula, apontando o que chamou de crise econômica, aumento da insegurança e denúncias de corrupção. Também acusou a atual gestão de adotar uma postura antiamericana e de estreitar relações com a China, citando declarações do presidente brasileiro sobre o papel do dólar na economia global.
O senador destacou o peso estratégico do Brasil no cenário internacional, mencionando a dimensão econômica, a população e os recursos naturais do país. Segundo ele, minerais e terras raras brasileiros podem reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação à China, o que reforçaria a importância de um alinhamento mais próximo entre Brasília e Washington.
Ao falar sobre as eleições de 2026, Flávio afirmou estar à frente nas pesquisas e demonstrou confiança na vitória. Ele indicou que uma eventual campanha terá como pilares o combate ao crime organizado, o fortalecimento de valores conservadores e a reaproximação com os Estados Unidos.
O parlamentar também defendeu que a comunidade internacional acompanhe o processo eleitoral brasileiro para garantir lisura, mas ressaltou que o país não deve sofrer interferência externa.