Governo americano confirma atualização, encerrando análises aplicadas em julho durante a análise do caso Bolsonaro
Gabriela Nogueira Publicado em 12/12/2025, às 14h45
O governo dos Estados Unidos retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane, do papel de pessoas atingidas pela Lei Magnitsky, mecanismo usado pelo país para punir estrangeiros acusados de corrupção ou transparência de direitos humanos. A atualização foi publicada em um comunicado oficial, sem detalhes sobre o que motivou a mudança.
Moraes foram incluídas na lista no meio do ano, em meio às tensões provocadas pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentar reverter o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, as autoridades americanas congelaram possíveis bens do ministro e de sua esposa no território norte-americano, além de impedir que cidadãos dos EUA mantivessem relações comerciais com o casal ou com uma empresa vinculada a eles.
A resolução ocorre poucos meses depois das reportagens de Bolsonaro, que em setembro recebeu pena superior a 27 anos e cumpre prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O caso segue repercutindo no Brasil e no exterior, em um momento em que decisões judiciais e movimentos diplomáticos são acompanhados com atenção de diferentes setores do cenário político.
A posição dos Estados Unidos, embora ainda sem explicações públicas, reacende discussões sobre os impactos internacionais das disputas institucionais brasileiras. O assunto permanece em evolução, e novas informações deverão surgir à medida que o governo americano detalhe seus critérios.