TARIFAÇO

Como as tarifas de importação de Trump impactam o Brasil

A recente alta do dólar e a ameaça de tarifas elevadas trazem tensões inflacionárias

Donald Trump, presidente dos EUA - Imagem: Reprodução / Isac Nóbrega / PR / Agência Brasil

Redação Publicado em 08/04/2025, às 10h35

A possibilidade de uma nova elevação nas tarifas de importação de produtos chineses por parte do ex-presidente Donald Trump gera preocupação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta terça-feira, a ameaça de um aumento de 50% nas tarifas traz à tona o espectro das pressões inflacionárias e da valorização do dólar, que já começam a impactar a economia brasileira.

Recentemente, a guerra comercial iniciada por Trump fez com que o dólar registrasse uma alta de 1,29%, encerrando a segunda-feira (7) cotado a R$ 5,91. Esse movimento reverteu uma sequência de quedas que havia levado a moeda americana para a faixa dos R$ 5,70 nas semanas anteriores. O recente aumento trouxe um novo ânimo para as tensões econômicas enfrentadas pelo governo.

A desvalorização do dólar tinha gerado um clima otimista na equipe econômica. Contudo, agora, essa situação exige uma rápida adaptação diante da nova realidade cambial que se desenha. A escalada das tarifas pode não apenas afetar a valorização da moeda, mas também desencadear uma nova onda de inflação, especialmente com o encarecimento dos produtos importados.

Se essa escalada ocorrer, o Banco Central poderá enfrentar um desafio ainda maior na busca pela redução da inflação no Brasil. Os impactos diretos sobre os preços dos bens e serviços importados são uma preocupação constante para os formuladores de políticas econômicas.

Os assessores do presidente Lula pedem cautela em meio a esse cenário volátil. Eles argumentam que é fundamental manter a calma, acreditando que, no médio prazo, o mercado se estabilizará. Essa expectativa inclui a possibilidade de um novo ciclo de queda no dólar e nos juros no país.

Enquanto isso, os negociadores brasileiros têm esperança em uma reunião agendada nesta semana com representantes do governo Trump para discutir as tarifas sobre aço e alumínio. A avaliação é que Trump pode utilizar essas negociações como um recado à China e à Europa, sinalizando abertura para flexibilizações nas tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

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