Com R$ 382 bilhões em caixa, governo Tarcísio investe em obras faraônicas e ignora problemas do dia a dia

Lei Orçamentária Anual publicada nesta quarta-feira prioriza investimentos recordes em infraestrutura e expansão da rede de saúde em cidades do interior

Tarcísio marca início do planejamento financeiro do estado para 2026 - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 07/01/2026, às 18h02

O governador Tarcísio de Freitas sancionou nesta quarta-feira (07), a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2026, estabelecendo uma receita recorde de R$ 382,3 bilhões para o estado de São Paulo. O texto, que havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa (Alesp) no final de dezembro, foi publicado no Diário Oficial e detalha o planejamento financeiro que guiará as ações do Executivo ao longo do ano.

O orçamento de 2026 reflete um crescimento significativo em relação ao ano anterior, impulsionado pela arrecadação estável e pela eficiência na gestão de gastos públicos. Entre as prioridades estabelecidas no documento, destacam-se os aportes para a continuidade das grandes obras de mobilidade urbana e a ampliação dos serviços de média e alta complexidade na saúde, especialmente em regiões administrativas que apresentaram crescimento populacional acima da média.

A sanção do orçamento ocorre em um ambiente de harmonia entre os poderes, com o Palácio dos Bandeirantes mantendo uma base sólida de apoio na Alesp, o que facilitou a tramitação de emendas estratégicas voltadas ao desenvolvimento regional. O governador destacou que o planejamento para 2026 foca na "entrega de resultados tangíveis para o cidadão", com uma fatia considerável dos recursos carimbada para o programa São Paulo nos Trilhos, que engloba as obras de expansão do metrô e trens intermunicipais.

Na área da educação, o orçamento prevê a manutenção da jornada integral em mais de duas mil escolas e o fortalecimento do ensino técnico através do Centro Paula Souza. A gestão estadual ressalta que o equilíbrio fiscal é o pilar que permite que São Paulo continue sendo o principal motor econômico do Brasil, atraindo investimentos privados que complementam o gasto público direto.

Com a sanção da LOA, as secretarias de estado agora iniciam o empenho das verbas para o primeiro trimestre, garantindo que o cronograma de serviços e obras não sofra interrupções no início deste novo ano fiscal.

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