Mudança na defesa

Ciro Nogueira troca defesa no Caso Master e escolhe novo advogado após saída de Kakay

Senador do PP será representado pelo criminalista Conrado Gontijo em investigação sobre suposta relação com o Banco Master

A Polícia Federal investiga a relação entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro, com mandados de busca e apreensão em endereços do senador - Imagem: Reprodução/Carlos Moura/Agência Senado

Letícia Sales Publicado em 12/05/2026, às 10h10

O senador Ciro Nogueira definiu um novo nome para assumir sua defesa nas investigações relacionadas ao Caso Master. Após a saída do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o escolhido foi o criminalista Conrado Gontijo.

Formado pela USP, Gontijo atua como professor do IDP, instituto ligado ao ministro do STF Gilmar Mendes, além de colaborar com o grupo Prerrogativas. O advogado também mantém uma relação próxima com Kakay: ele é afilhado do criminalista que até então representava o senador.

Saída de Kakay partiu de Ciro

Na manhã de segunda-feira (11), Kakay anunciou que deixaria a defesa de Ciro Nogueira nas ações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o advogado, a decisão ocorreu “em comum acordo”.

Nos bastidores, porém, aliados do senador afirmam que a mudança partiu de Ciro após conversas realizadas no último fim de semana.

Entre os fatores que pesaram na decisão estaria o perfil considerado “midiático” de Kakay e sua proximidade com integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação de interlocutores do senador é de que esses elementos poderiam causar desgaste no andamento do caso.

Outro ponto considerado foi o fato de Kakay atuar na defesa de outros investigados ligados ao Caso Master, entre eles o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha.

PF investiga relação entre senador e banqueiro

Na última semana, endereços ligados a Ciro Nogueira foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal.

A investigação apura a relação entre o senador e Daniel Vorcaro. Em relatório enviado ao STF, a PF afirmou que os dois mantinham uma relação baseada em interesses políticos e financeiros.

Segundo os investigadores, Ciro teria atuado em favor do Banco Master dentro do Congresso Nacional. O caso é relatado no Supremo pelo ministro André Mendonça.

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