Caso Marielle: Moraes vota para tornar réus policiais acusados de obstruir investigação

PGR aponta que os agentes atuaram para dificultar o esclarecimento do assassinato da vereadora

Acusados de atrapalhar as investigações do caso - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 15/05/2026, às 15h12

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para transformar em réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto por suposto envolvimento em irregularidades durante as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma da Corte e segue aberto até sexta-feira (22).

Os três foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça. Segundo a acusação, os investigados teriam atuado para dificultar o avanço das apurações sobre o crime ocorrido em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. No voto, Moraes entendeu haver elementos suficientes para abrir ação penal contra os acusados pelos crimes de associação criminosa armada e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.

A investigação aponta que os policiais teriam contribuído para atrasar ou comprometer a identificação dos responsáveis pelo assassinato da parlamentar e de seu motorista. O caso se tornou um dos crimes de maior repercussão política e social do país e segue mobilizando diferentes frentes de investigação desde a execução das vítimas.

Em fevereiro deste ano, a Primeira Turma do STF condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão, apontados como mandantes do assassinato. Os ministros também determinaram o pagamento de R$ 7 milhões em indenização às famílias de Marielle e Anderson. Na mesma decisão, Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Marielle Franco foi morta a tiros na noite de 14 de março de 2018, aos 38 anos, quando voltava de um evento na Lapa, na região central do Rio de Janeiro. O motorista Anderson Gomes também morreu no ataque. O crime teve repercussão internacional e passou a simbolizar a cobrança por respostas sobre violência política e atuação de milícias no país.

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