Justiça

Cármen Lúcia admite tensão no STF e defende mais transparência

Ministra reconhece pressão crescente sobre a Corte e fala em mudanças na forma de se comunicar com a sociedade

Cármen Lúcia admite tensão no STF e defende mais transparência - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 14/04/2026, às 06h00

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, afirmou que o tribunal atravessa um período de forte pressão e questionamentos públicos. A declaração foi feita durante participação em evento na Fundação FHC, em São Paulo.

Ao abordar o cenário atual, a ministra reconheceu que o momento vivido pela Corte é diferente de outros períodos recentes. Segundo ela, há uma intensificação nas críticas e uma cobrança maior sobre as decisões do Supremo. “Não se vivia este momento que estamos vivendo”, afirmou, ao destacar a relevância da fase atual.

Durante a fala, Cármen Lúcia também chamou atenção para o impacto da rotina de trabalho dos magistrados. De acordo com ela, o tribunal lida com um volume elevado de processos, o que torna o ambiente ainda mais desafiador. A ministra descreveu o cenário como uma “avalanche de atividades”.

A magistrada ainda respondeu a críticas direcionadas à sua atuação e fez questão de reforçar sua conduta. “Podem dormir sossegados. Eu não faço nada errado, nem nada que não seja rigorosamente honesto”, declarou.

No centro da discussão, a ministra colocou a necessidade de ampliar a transparência do Supremo Tribunal Federal. Ela associou o aumento das críticas à percepção pública sobre o funcionamento da Corte e defendeu maior abertura nas informações e decisões.

“Nesse momento de maior tensão, em que se questiona tanto o próprio Supremo na sua dinâmica, uma parte do que eu escuto é fato”, disse, ao reconhecer a complexidade do cenário enfrentado.

Cármen Lúcia afirmou ainda que a comunicação do tribunal com a sociedade precisa evoluir. Para ela, tornar agendas e atividades mais acessíveis pode contribuir para reduzir desconfianças. “Quanto mais se der essa transparência, essa explicação, tanto melhor para o Poder Judiciário”, declarou.

A ministra também indicou que mudanças já vêm sendo discutidas internamente, embora admita que ainda há ajustes a serem feitos na forma como o tribunal se posiciona diante da sociedade.

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