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BRICS discute medidas conjuntas para enfrentar desafios da Inteligência Artificial

As nações participantes debatem medidas para proteger trabalhadores

As nações participantes debatem medidas para proteger trabalhadores - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 14/02/2025, às 15h38

Na busca por enfrentar os desafios impostos pela Inteligência Artificial (IA) no âmbito do trabalho, os países que compõem o BRICS, juntamente com nações parceiras, realizaram um encontro significativo que se estendeu por dois dias. Os representantes do Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos reuniram-se para debater a implementação de medidas regulatórias conjuntas que assegurem o uso ético da tecnologia.

As discussões foram organizadas em quatro seções distintas, cada uma abordando temas cruciais: o impacto da IA no mercado de trabalho, as transformações digitais em novos setores, a formulação de políticas de proteção social para trabalhadores afetados e a promoção do aprendizado entre jovens e idosos.

Um dos principais pontos de preocupação levantados durante as reuniões foi a necessidade urgente de criar políticas de proteção social para aqueles que podem ser dispensados devido à crescente automação. A evolução acelerada da IA apresenta riscos significativos ao emprego, e os países participantes estão comprometidos em desenvolver estratégias que garantam uma transição justa para os trabalhadores afetados, possibilitando acesso a novas oportunidades de trabalho e programas de requalificação.

Além disso, existe um forte empenho em promover o desenvolvimento de habilidades tanto entre os jovens quanto entre os idosos, visando integrá-los às novas tecnologias. Maira Lacerda, chefe da assessoria especial de assuntos internacionais do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, destacou o resultado positivo das discussões, ressaltando a qualidade das contribuições feitas pelos diversos países e o interesse mútuo pela cooperação internacional. A capacitação contínua é vista como fundamental para preparar tanto as futuras gerações quanto a atual força de trabalho para um mercado cada vez mais digitalizado.

Maira Lacerda também manifestou otimismo em relação à elaboração de uma declaração conjunta entre os ministros do trabalho dos países do BRICS, com propostas concretas que estão previstas para serem assinadas em abril. Ela observou que, apesar das particularidades distintas de cada nação, há um entendimento comum sobre a importância do treinamento e da preparação das pessoas para interagir com a IA de forma ética. A regulação da IA emerge como uma prioridade significativa nas discussões, com foco em uma abordagem internacional que promova uma governança eficaz. A percepção predominante é que a IA não deve ser encarada como uma ameaça; pelo contrário, ela representa uma tecnologia que deve ser abordada com responsabilidade e conhecimento, gerando benefícios para toda a sociedade.

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