Bolsonaro deixa prisão domiciliar para realizar exames

Quadro clínico indica persistência de gastrite, esofagite e sinais de infecções pulmonares, porém não requer intervenção cirúrgica

Check-up de Bolsonaro aponta quadro gastrointestinal e pulmonar - Imagem: Cristobal Herrera Ulashkevich/EPA

Lívia Gennari Publicado em 16/08/2025, às 17h40

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve no Hospital DF Star, em Brasília, na manhã deste sábado (16), para a realização de uma bateria de exames em razão de sintomas recorrentes de refluxo gastroesofágico, soluços, febre e tosse. O político permaneceu na unidade por aproximadamente cinco horas e deixou o local por volta das 13h58, liberado para retornar à prisão domiciliar.

A ida ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente no âmbito da operação Tempus Veritatis. Conforme determinação judicial, Bolsonaro deverá apresentar um atestado médico confirmando o comparecimento ao hospital em até 48 horas.

Segundo boletim divulgado pela equipe do DF Star, os exames apontaram a persistência de quadros de gastrite e esofagite, ainda que com menor intensidade em comparação às últimas avaliações médicas. Contudo, as condições ainda demandam a continuidade do tratamento medicamentoso.

A endoscopia também evidenciou sinais residuais de duas infecções pulmonares recentes, possivelmente decorrentes de episódios de broncoaspiração, que ocorre quando pequenas quantidades de conteúdo gástrico são aspiradas para os pulmões.

Em entrevista coletiva concedida à imprensa após os exames, o médico Leandro Echenique, que acompanha Bolsonaro, afirmou que não há indicação cirúrgica no momento. Ele destacou que o tratamento seguirá com uso de medicamentos e adoção de medidas preventivas, como controle da hipertensão arterial, continuidade das terapias contra o refluxo e precauções para evitar novos episódios de broncoaspiração.

Ainda conforme o médico, o ex-presidente deverá manter a rotina de atividades físicas em ambiente doméstico, utilizando a academia instalada em sua residência. Bolsonaro, no entanto, teria revelado preferência por realizar caminhadas, hábito que tende a ser mantido com restrições, de acordo com a evolução clínica.

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