DEFESA

Após hospitalização, defesa solicita prisão domiciliar para Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou à Justiça a concessão de prisão domiciliar após ele passar mal e ser levado ao Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (13)

Ex-presidente Jair Bolsonaro - Imagem: Reprodução / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

William Oliveira Publicado em 13/03/2026, às 13h13

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar à Justiça a concessão de prisão domiciliar após ele ser levado ao hospital na manhã desta sexta-feira (13). O político apresentou vômitos, febre, calafrios e redução na oxigenação do sangue enquanto cumpre pena na chamada Papudinha, em Brasília.

Em publicação nas redes sociais, o advogado Paulo Cunha informou que Bolsonaro foi encaminhado ao Hospital DF Star para avaliação médica. Segundo ele, o diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe responsável, liderada pelo cardiologista Leandro Echenique.

De acordo com a defesa, o ex-presidente apresentou episódios de vômito e uma redução significativa da oxigenação no sangue, quadro que exigiria acompanhamento médico constante. Os advogados sustentam que a condição de saúde reforça a necessidade de transferência para o regime domiciliar.

“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional”, afirmou Cunha.

Na mesma publicação, o advogado declarou que sintomas semelhantes aos registrados nesta sexta-feira já haviam sido mencionados em laudos médicos apresentados anteriormente ao Judiciário.

Cunha também comparou a situação de Bolsonaro com a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização para cumprir pena em prisão domiciliar em razão do avanço da Doença de Parkinson.

Apesar dos pedidos da defesa, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu recentemente manter Bolsonaro preso na Papudinha. A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte ao analisar um recurso contra determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Os advogados do ex-presidente alegaram ao tribunal que ele apresenta saúde delicada e diversas doenças graves, argumento utilizado para solicitar a transferência para prisão domiciliar.

Por unanimidade, os ministros decidiram manter o ex-presidente no presídio localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, rejeitando o pedido da defesa.

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