Polícia investiga postos de combustíveis ligados à produção de bebidas adulteradas com metanol

Um dos estabelecimentos já havia sido citado em operação que apura a atuação do PCC no setor de combustíveis

ANP fiscaliza postos suspeitos de vender etanol adulterado em SP - Imagem: Reprodução | TV Globo

Lívia Gennari Publicado em 17/10/2025, às 12h19

A Polícia Civil de São Paulo localizou, nesta sexta-feira (17), dois postos de combustíveis suspeitos de comercializar etanol misturado com metanol. O produto seria utilizado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas adulteradas, associadas à morte de duas pessoas e à internação de uma terceira vítima.

Cada posto pertence a uma bandeira diferente. De acordo com as investigações, um deles já havia sido citado na Operação Carbono Oculto, que apura o envolvimento da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) em diversas etapas da cadeia de produção e distribuição de combustíveis no país.

Os estabelecimentos foram fiscalizados por agentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Um dos postos está localizado em São Bernardo do Campo e o outro em Santo André, sendo este último apontado pela polícia como o principal fornecedor do etanol adulterado.

A fiscalização faz parte da operação deflagrada nesta sexta-feira (17), contra o grupo suspeito de produzir e vender bebidas alcoólicas falsificadas, onde 7 mandados foram cumpridos pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). A ação é um desdobramento da operação realizada na semana passada, que levou à descoberta de uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo, de onde saíam as garrafas adulteradas com metanol.

SP lidera casos de intoxicação por metanol

Na última terça-feira (14), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil apontou São Paulo como um dos principais pontos de distribuição de bebidas adulteradas do país. Segundo o delegado Sayeg, o estado atua como um verdadeiro “coração” na rede de falsificação de bebidas.

Do total de 41 casos confirmados de intoxicação por metanol no Brasil, São Paulo concentra 60,8% das notificações, com 33 casos confirmados e 57 em investigação, o que evidencia a dimensão da problemática no estado.

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