Operação Conexões Ocultas revelou como criminosos articulavam roubos e receptação de produtos na Zona Sul de SP

Lívia Gennari Publicado em 16/10/2025, às 17h27
Onze pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (16) em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, durante a operação Conexões Ocultas, que desarticulou uma quadrilha especializada em roubo, latrocínio e receptação.
A ação, coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), cumpriu 42 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão, incluindo quatro em unidades prisionais, já que alguns suspeitos tinham sido detidos anteriormente por outros crimes. Entre os itens apreendidos estão quatro carros, três motos, 50 celulares, 20 bolsas, 11 cartões bancários, quatro notebooks, uma aliança, uma corrente e dois relógios de pulso.
Quadrilha agia de forma articulada
Segundo o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, os crimes eram articulados de forma organizada: os produtos roubados eram entregues a intermediários, que os repassavam para receptadores, vendendo-os tanto no mercado formal quanto clandestino. Após os assaltos, os criminosos se reuniam em Paraisópolis para planejar os próximos golpes.
O elo central: ‘Mainha do Crime'
A investigação também apontou conexões com o esquema anteriormente comandado pela mulher conhecida como “Mainha do Crime”, presa em fevereiro deste ano. Ela já havia sido identificada como a financiadora dos assaltos, fornecedora de armas, que fazia a ponte entre os assaltantes e receptadores de celulares, joias e alianças.
Durante a operação, um dos investigados atirou contra os policiais e morreu na intervenção. Segundo o Deic, ele integrava o esquema de receptação e fornecimento de armas vinculado ao antigo grupo da “Mainha do Crime” e possuía passagens por roubos. O caso será investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Envolvimento em crimes patrimoniais
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, os presos nesta operação também possuem ligação direta ou indireta com outros suspeitos envolvidos em crimes contra o patrimônio.
Um exemplo é o caso do latrocínio do delegado Josenildo Belarmino de Moura, ocorrido em janeiro deste ano. Dois dos detidos na operação desta quinta (16), haviam receptado um celular roubado pelos mesmos autores do crime, sendo que cinco pessoas, incluindo o atirador, já haviam sido presas.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), destaca que a operação Conexões Ocultas reforça o trabalho da Polícia Civil no combate a crimes organizados, com prisões e apreensões que buscam interromper a atuação de quadrilhas e reduzir a criminalidade na capital.
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