A prisão ocorreu após denúncia que indicou o esconderijo do suspeito, que já tinha histórico criminal por roubo e tráfico
Redação Publicado em 11/05/2025, às 18h03
Na manhã deste domingo (11), a Polícia Militar prendeu Rosemberg Joaquim Santana na zona sul de São Paulo, no bairro Pedreira. Ele é apontado como um dos principais responsáveis pelo planejamento e execução do assassinato da professora Fernanda Bonin, de 42 anos. A prisão aconteceu após uma denúncia indicar o local onde o suspeito estava escondido, o que foi confirmado pela polícia ao chegar ao imóvel.
O delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, já havia informado na sexta-feira (9) que Rosemberg tinha uma ligação próxima com Fernanda Fazio, ex-companheira da vítima e também considerada a mandante do crime. Segundo o delegado, Rosemberg era uma espécie de assistente de Fazio e ficou encarregado de organizar a morte da professora. Dian também revelou que já havia pedido a prisão preventiva de Rosemberg devido ao seu histórico criminal, que inclui passagens por roubo e tráfico de drogas.
A investigação ainda busca entender todos os detalhes do crime, como o local exato da morte de Fernanda. Ela foi abordada por três suspeitos – João Paulo, Rosemberg e Ivo Rezende – perto das avenidas Jaguaré e Torres de Oliveira. O corpo foi encontrado a cerca de 25 quilômetros desse local. A polícia investiga se a morte ocorreu na abordagem ou no local onde o corpo foi achado.
Plano para atrair a vítima
As investigações mostram que Fazio usou um plano para atrair Fernanda ao local do crime, dizendo que seu carro tinha um problema mecânico e pedindo ajuda. A ex-companheira estava presente quando a professora foi atacada. A principal suspeita sobre a motivação é que Fazio não aceitava o fim do relacionamento. Outra linha de investigação apura se o crime tem relação com um seguro de vida de Fernanda, que varia entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. A polícia aponta que Fazio, dona de uma clínica veterinária com problemas financeiros, poderia ter interesse no dinheiro. No entanto, a advogada de Fazio nega essa motivação, afirmando que os beneficiários seriam os filhos do casal. O caso é tratado pela polícia como feminicídio.
O Caso: detalhes da emboscada
No dia 27 de abril, Fazio, com os filhos, pediu ajuda a Fernanda para devolver as crianças, indicando um local nas avenidas Jaguaré e Torres de Oliveira. Câmeras de segurança registraram Fernanda saindo de casa. Os três homens envolvidos no crime foram levados ao local por um motorista ainda não identificado. Ao chegar, Fernanda foi atacada com uma faca. Os suspeitos colocaram o corpo no carro dela e fugiram. Fazio estava presente durante todo o crime, e a polícia tem gravações que mostram um dos filhos no carro dela no momento do ataque. Após o crime, Fazio foi ao apartamento de Fernanda para tentar criar um álibi, dizendo que foi devolver as crianças e não a encontrou. No dia seguinte, preocupada com o sumiço da professora, ela chamou a PM e viu as imagens das câmeras mostrando Fernanda saindo de casa